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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Texto: "De que ri a Mona Lisa?" — Affonso Romano de Sant´Anna

De que ri a Mona Lisa?

            Estou na Sala Da Vinci, no Louvre. Aqui penetrei encaminhado por uma seta que dizia "Sala Da Vinci". É como se fosse uma indicação para uma grande avenida no trânsito de uma cidade. Não que a seta seja apelativa ou extraordinária. Mas reconheço que nela está escrito implicitamente algo mais. E como se sob aquelas letras estivesse inscrito: "Preparem o seu coração para um encontro histórico com a Gioconda e seu indecifrável sorriso". E tanto é assim que as pessoas desembocam nesta sala e estacionam diante de um único quadro o da Mona Lisa. 
"Mona Lisa". Leonardo da Vinci.
            Do lado esquerdo da Gioconda, dezesseis quadros de renascentistas de primeiro time. Do lado direito, dez quadros de Rafael, Andrea del Sarto e outros. E na frente, mais dez Ticianos, além de Veroneses, Tintorettos e vários outros quadros do próprio Da Vinci.
            Mas não adianta, ninguém os olha.
            Estou fascinado com este ritual. E escandalizado com o que a informação dirigida faz com a gente. Agora, por exemplo, acabou de acorrer aos pés da Mona Lisa um grupo de japoneses: caladinhos, comportadinhos, agrupadinhos diante do quadro. A guia fala-fala-fala e eles tiram-tiram-tiram fotos num plic-plic-plic de câmeras sem flash. Sim, que é proibido foto com flash, conforme está desenhado num cartaz para qualquer um entender.
            E lá se foram os japoneses. A guia os arrastou para fora da sala e não os deixou ver nenhum outro quadro. E assim pessoas vão chegando sem se dar conta de que sobre a porta de entrada há um gigantesco Veronese,Bodas de Caná. E singularíssimo, porque o veneziano misturou a festa de Caná com a "última ceia". Cristo está lá no meio da mesa, num cenário greco-romano. O pintor colocou a escravaria no plano superior da tela e ali há uma festança com a presença até de animais.
            Entrou agora na sala outro grupo. São espanhóis e italianos. "Veja só os olhos dela", diz um à sua esposa, exibindo o original senso crítico. "De qualquer lado que se olha, ela nos olha", diz outro parecendo ainda mais esperto. "Mas, que sorriso!", acrescenta outro ainda. E se vão.
            Ao lado esquerdo da Mona Lisa reencontro-me com dois quadros de Da Vinci. Mas como as pessoas não foram treinadas para se extasiar diante deles, são deixados inteiramente para mim. São A Virgem dos Rochedos e São João Batista. Este último me intriga particularmente. É que este São João assim andrógino tem uma graça especial. E mais: tem o rosto muito semelhante ao de Santa Ana, do quadro Santa Ana, a Virgem e o Menino, no qual Freud andou vendo coisas tão fantásticas, que se não explicam o quadro pelo menos mostram como o psicanalista era imaginoso.
            Chegou um bando de garotos ingleses-escoceses-irlandeses, vermelhinhos, agitadinhos, de uniforme. Também foram postos diante da Mona Lisa como diante do retrato de um ancestral importante. Só diante dela. O guia falava entusiasmado como se estivesse ante o quadro de uma batalha. E ele ali, talvez, achando graça da situação.
            Enquanto isto ocorre, estou enamorado da Belle Ferroniêre, do próprio Da Vinci, que embora possa ser a própria Mona Lisa de perfil, ninguém olha.
            Chegou agora um grupo de jovens surdos-mudos holandeses. Postaram-se ali perplexos, o guia falou com as mãos e foram-se. Chegou um grupo de africanos. E repete-se o ritual. E ali na parede os vários Rafaéis, outros Da Vincis, do lado esquerdo os dezesseis renascentistas de primeira linha, do lado direito os dez quadros de Rafael, Andrea del Sarto e outros e na frente mais dez Ticianos, além dos Veroneses, Tintorettos etc., que ninguém vê.
            O ser humano é fascinante. E banal. Vêm para ver. Não veem nem o que veem, nem o que deviam ver. Entende-se. Aquele cordão de isolamento em torno da Mona Lisa aumenta a sua sacralidade. E tem um vigia especial. E um alarme especial contra roubo. Quem por ali passou defronte dela acionando sua câmera pode voltar para a Oceania, Osaka e Alasca com a noção de dever cumprido. Quando disserem que viram a Mona Lisa, serão mais respeitados pelos vizinhos.
            Mal entra outro grupo de turistas para repetir o ritual, percebo que a Mona Lisa me olha por sobre o ombro de um deles e sorri realmente.
            Agora sei de que ri a Mona Lisa.

(Affonso Romano de Sant´Anna)


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            Escreva um texto dissertativo (em prosa) no qual você analise os principais desafios que as grandes cidades brasileiras enfrentam atualmente para garantir a seus habitantes alguns valores essenciais ao pleno exercício da cidadania, como o gozo dos direitos civis e políticos, a igualdade de oportunidades e de condições, o respeito às diferenças (de classe econômica, religião, etnia, escolaridade, orientação sexual…) ou ainda outros valores que você julgue relevantes.

Observações:
1. Cuide para que seu texto não se transforme em um amontoado de frases feitas e clichês sobre o tema. Procure desenvolver um ponto de vista consistente e expressivo sobre a(s) questão(ões) a ser(em) abordada(s), expondo as ideias de modo coerente.
2. O texto deve ser escrito na variante culta (formal) da língua portuguesa. Portanto, não use gírias e certos recursos expressivos muito informais.
3. Embora se trate de um texto dissertativo, é plenamente possível que o candidato se expresse na 1ª, 2ª ou 3ª pessoas do discurso.


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Ser ou não ser

            Na atualidade, a imagem da juventude está marcada ao mesmo tempo pela ambiguidade e pela incerteza. Digo ambiguidade, pois se, de um lado, a juventude é sempre exaltada na contemporaneidade, cantada que é em prosa e verso pelas potencialidades existenciais que condensaria, por outro a condição jovem caracteriza-se por sua posição de suspensão no espaço social, que se materializa pela ausência de seu reconhecimento social e simbólico.
            Seria em decorrência disso que a incerteza é o que se delineia efetivamente como o futuro real para os jovens, em todos os quadrantes do mundo. É preciso destacar, antes de tudo, que a possibilidade de experimentação foi o que passou a caracterizar a condição da adolescência no Ocidente, desde o final do século 18, quando as idades da vida foram construídas em conjunção com a família nuclear burguesa, em decorrência da emergência histórica da biopolítica.
            Nesse contexto, a adolescência foi delimitada como o tempo de passagem entre a infância e a idade adulta, na qual o jovem podia empreender experiências nos registros do amor e das escolhas profissionais, até que pudesse se inserir no mercado de trabalho e se casar para reproduzir efetivamente as linhas de força da família nuclear burguesa. Desde os anos 1980, no entanto, essa figuração da adolescência entrou em franco processo de desconstrução, por diversas razões.
            Antes de mais nada, pela revolução feminista dos anos 1960 e 70, com a qual as
mulheres foram em busca de outras formas sociais de existência, além da condição materna. Em seguida, porque o deslocamento das mulheres da posição exclusivamente materna foi o primeiro combate decisivo contra o patriarcado, que forjou nossa tradição desde a Antiguidade. Finalmente, a construção do modelo neoliberal da economia internacional, em conjunção com seu processo de globalização, teve o poder de incidir preferencialmente em dois segmentos da população, no que tange ao mercado de trabalho. De fato, foram os jovens e os trabalhadores da faixa etária dos 50 anos os segmentos sociais mais afetados pela voragem neoliberal. Com isso, se os primeiros passaram a se inserir mais tardiamente no dito mercado, os segundos passaram a ser descartados para ser substituídos por trabalhadores jovens e mais baratos, pela precariedade que foi então estabelecida no mercado de trabalho.
            Foi em consequência desse processo que o tempo de duração da adolescência se alongou bastante, ficando então os jovens fora do espaço social formal e lançados perigosamente numa terra de ninguém. Assim, graças à ausência de inserção no mercado de trabalho, a juventude foi destituída de reconhecimento social e simbólico, prolongando-se efetivamente, não tendo mais qualquer limite tangível para seu término. Despossuídos que foram de qualquer reconhecimento social e simbólico, aos jovens restaram apenas o corpo e a força física. É por essa trilha que podemos interpretar devidamente a emergência e a multiplicação das formas de violência entre os jovens na contemporaneidade.
            Esse processo ocorre não apenas no Brasil e na América Latina, mas também em escala internacional. Pode-se depreender aqui a constituição de uma cultura agonística* na juventude de hoje. Assim, a violência juvenil transformou-se em delinquência, inserindo-se efetivamente no registro da criminalidade. No Brasil, os jovens de classe média e das elites passaram a atacar gratuitamente certos segmentos sociais com violência. De mulheres pobres confundidas com prostitutas até homossexuais, passando pelos mendigos, a violência disseminou-se nas grandes metrópoles do país.
            Ao fazerem isso, no entanto, seus gestos delinquentes inscrevem-se numa lógica social precisa e rigorosa. Com efeito, tais segmentos sociais representam no imaginário desses jovens a decadência na hierarquia social, sendo, pois, os signos do que eles poderão ser efetivamente no futuro, na ausência do reconhecimento social e simbólico que os marca. A cultura da força empreende-se regularmente em academias de ginástica, onde os jovens cultuam os músculos, não apenas para se preparar para os combates cotidianos da vida real, mas para forjar também um simulacro de força na ausência efetiva de potência, isto é, na ausência de reconhecimento social e simbólico, lançados que estão aqueles no desamparo.
            É nesse registro que se deve inscrever a disseminação do bullying na contemporaneidade. É preciso dizer, no que concerne a isso, que a provocação e a violência entre os jovens e crianças é uma prática social antiga. O que é novo, contudo, é a ausência de uma autoridade que possa funcionar como mediação no combate entre estes e aqueles, o que incrementou bastante a disseminação dessa prática de violência.
            Não obstante tudo isso, a juventude é ainda glorificada como a representação do que seria o melhor dos mundos possíveis. A juventude seria então a condensação simbólica de todas as potencialidades existenciais. Contudo, se fazemos isso é porque não apenas queremos cultivar a aparência juvenil, por meio de cirurgias plásticas e da medicina estética, mas também porque o código de experimentação que caracterizou a adolescência de outrora se disseminou para a idade adulta e para a terceira idade. Constituiu-se assim uma efetiva adolescência sem fim na tradição ocidental, onde se busca pelo desejo a possibilidade de novos laços amorosos e novas modalidades de realização existencial.

(Joel Birman, revista Cult n. 157, maio 2011).

*agonística: relativo a luta, conflito, combate.

            Tomando por base algumas questões desta prova acerca dos jovens na atualidade, escreva uma carta para o editor da revista que publicou o texto “Ser ou não ser” (trate-o simplesmente de “Caro editor”), na qual você se posicione criticamente em relação às principais ideias que o texto veicula.
            Nesta carta, defenda também seus pontos de vista sobre a juventude nos dias de hoje e procure invocar situações concretas ligadas à relação dos jovens com a escola, o esporte, a cultura, o lazer, a política, os projetos sociais e o mundo do trabalho. Fique atento para não se restringir a um simples relato.


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Crase

Crase

Em gramática, dá-se o nome de CRASE à junção de duas vogais iguais. A forma mais comum de crase é a fusão entre a preposição "a" e o artigo definido feminino "a". Lembrem-se, alunos, de que crase não é o nome do acento. O acento indicador da ocorrência de crase chama-se ACENTO GRAVE..

Regras da crase

Ocorre crase

- Fusão entre a preposição "a" e o artigo definido "a"

Assisti à peça dos meus amigos de infância.

- Fusão entre a preposição "a" e os pronomes demonstrativos "aquele", "aquela" e "aquilo"


- Indicação de horas

às 13h, à uma hora, às 12h.

- Expressões adverbiais femininas

às vezes, às pampas, à vontade, à revelia, à tarde, à noite, à primeira vista, às avessas, às escondidas, às escuras, às pressas, às tontas, à direita, à esquerda, à toa, à francesa, à beça, etc.

- Expressões prepositivas e conjuntivas femininas

à medida que, à proporção que, às custas de, à custa de, à procura de, à maneira de, à moda de, à espera de, à exceção de, etc.


Não ocorre crase

- Antes de verbos

- Antes de nomes masculinos

Exceção: caso haja as expressões "à moda de" ou "à maneira de",  implícitas ou não na oração.

Fez um gol à Romário.

- Antes de pronomes em geral

- Antes de numerais em geral

- Antes de palavras no plural que não requeira o artigo definido "as"

Uso opcional do acento grave indicador de crase

- Com a preposição até

- Pronome possessivo feminino - minha, sua, vossa,


Regras para nomes de lugares

A regra mais básica consiste na pergunta: Voltei de ou  voltei da. Caso a resposta seja "voltei da", significa que a localidade referida requer o artigo definido feminino "a", logo haverá a ocorrência de crase.

Vou a Alemanha. Voltei DA Alemanha.
Ocorre crase: Vou À Alemanha.

Vou a Argentina. Voltei DA Argentina.
Ocorre crase: Vou À Argentina.

Vou a Portugal. Voltei DE Portugal.
Não ocorre crase: VOU A PORTUGAL.

Vou a Marrocos. Voltei DE Marrocos.
Não ocorre crase: VOU A MARROCOS.

Nomes de cidades

Geralmente, nomes de cidades não admitem o artigo definido feminino "a", portanto não haverá a ocorrência de crase.

Vou a Porto Alegre. Voltei de Porto Alegre.

No entanto, caso haja alguma especificação em relação à cidade, haverá a ocorrência de crase.

Vou à maravilhosa Porto Alegre. Voltei da maravilhosa Porto Alegre.
Vou à Paris dos grandes museus. Voltei da Paris dos grandes museus.

Regra geral

Uma das formas mais precisas para se verificar a ocorrência de crase consiste em substituir a palavra feminina da expressão por uma masculina. Caso a palavra masculino requeira o artigo definido masculino "o", o termo feminino requererá o artigo definido feminino "a", resultando na obrigatoriedade do acento grave indicador de crase.

Exemplos:

Cheguei cedo a escola.

Cheguei cedo ao colégio.

Logo,

Cheguei cedo à escola.

Ela se dirigiu a sala de estar.
Ela se dirigiu ao salão de jogos.

Logo,
Ela se dirigiu à sala de estar.

Meu tio comprou a casa de praia
Meu tio comprou o apartamento na praia.

Logo, não ocorrerá crase.

Exercícios


Tema de Redação – Cásper Líbero – 2011

Tema de Redação – Cásper Líbero – 2011


            Cada uma das obras obrigatórias que integram este exame vestibular veicula uma visão crítica acerca do homem e da sociedade, de modo geral, sendo que algumas delas aplicam essa crítica à sociedade brasileira, mais especificamente.
            Tomando por base, necessariamente, algumas das ideias veiculadas não só pelos livros e filmes como também pelos textos de Caio Prado Júnior em torno dos quais algumas questões foram elaboradas, redija um texto dissertativo em prosa no qual você apresente sua visão crítica (pessoal) da sociedade brasileira, apontando a viabilidade de algumas soluções para os problemas estruturais que o Brasil enfrenta desde sua constituição como nação.

Observações:
1. Cuide para que seu texto não se transforme em um amontoado de frases feitas e clichês sobre os problemas do Brasil. Procure desenvolver um ponto de vista consistente e expressivo sobre a(s) questão(ões) a ser(em) abordada(s), expondo as ideias de modo coerente.
2. O texto deve ser escrito na variante culta (formal) da língua portuguesa. Portanto, não
use gírias e certos recursos expressivos muito informais.
3. Embora se trate de um texto dissertativo, é plenamente possível que o candidato se
expresse na 1ª, 2ª ou 3ª pessoas do discurso.

Nota do blog:

As obras exigidas pela Cásper Líbero nesse ano foram:

Os filmes:

Abaixo os textos de Caio Prado Júnior presentes na prova.


            A Independência (que tem seu ponto de partida na transferência da corte portuguesa em 1808) assinala a estruturação do Estado Brasileiro, o que determina, com a configuração da nova individualidade nacional que o Brasil passava a apresentar, a grande e variada série de consequências que derivam da inclusão no próprio país e sobre a base exclusiva de nacionais, do seu centro político, administrativo e social. A inspiração, orientação e direção do conjunto da vida brasileira se farão daí por diante a partir de seu próprio interior onde se localizarão seus estímulos e impulsos, o que torna possível definir, propor e realizar as aspirações e interesses propriamente nacionais. Do ponto de vista estritamente econômico, destaquemos unicamente o que a estruturação do Estado nacional representaria como fator de ampliação das despesas públicas, com reflexo imediato nas particulares; e portanto de ativação de vida econômica e financeira, aumento da renda nacional e do consumo que isso representa. O efeito conjugado desses fatores resultará, em consequência da brusca transformação ocorrida, no profundo desequilíbrio financeiro e nas crises que caracterizam a vida do Império até meados do século. E constitui circunstância que influi poderosamente no sentido de estimular a integração nacional da economia brasileira. Isso será tanto mais sensível e de efeitos mais amplos, que acresce um fator de ordem político-administrativa a atuar no mesmo sentido. Até a Independência, as capitanias brasileiras, depois províncias e hoje Estados, se achavam dispersas e cada qual muito mais ligada à metrópole portuguesa que às demais. A administração sediada no Rio de Janeiro era de fato, no que respeita ao conjunto da colônia, puramente nominal, e sua jurisdição não ia realmente além da intitulada capital e sede do Vice-reinado e das capitanias meridionais. A transferência da corte torna o Rio de Janeiro efetivamente em centro e capital do país que se articulará assim num todo único. Essa situação se consolidará com a efetivação da Independência e a formação do Estado nacional brasileiro, que constituem assim a definitiva integração territorial do país antes disperso e interligado unicamente através e por via da metrópole.
            De maior proporção ainda, no que respeita à transformação da antiga colônia em
coletividade nacional integrada e organizada, são estes primeiros passos decisivos da incorporação efetiva da massa trabalhadora à sociedade brasileira que consistem na supressão do tráfico africano (1850) e seus corolários naturais: o estímulo à imigração europeia de trabalhadores destinados a suprir a falta de mão-de-obra provocada pela supressão daquele tráfico, e a abolição da escravidão (1888).

(Caio Prado Júnior. A revolução brasileira.)

            “Em conclusão, apesar das grandes transformações por que passou a economia brasileira, e que se vêm acentuando nestes últimos decênios, ela não logrou superar algumas de suas principais debilidades originárias, e libertar-se de sua dependência e subordinação no que respeita ao sistema econômico e financeiro internacional de que participa e em que figura em posição periférica e marginal. /.../ é um progresso que pela maneira como se realiza , ou se realizou até hoje, se anula em boa parte e se autolimita, encerrando-se em estreitas perspectivas. Isso porque se subordina a circunstâncias que, embora aparentemente distintas do antigo sistema colonial, guardam com esse sistema, na sua essência, uma grande semelhança. /.../ Em suma, /.../ o antigo sistema colonial em que se constituiu e evoluiu a economia brasileira, apesar de todo o progresso e as transformações realizadas, fundamentalmente se manteve, embora modificado e adotando formas diferentes.
            E o processo de integração econômica nacional, embora se apresente maduro para sua completa e definitiva eclosão, se mostra incapaz de chegar a termo e se debate em contradições que não consegue superar. Das contradições que no passado solapavam a economia brasileira, passamos a outras de natureza diferente, mas nem por isso menos graves. Essas contradições se manifestam sobretudo, e agudamente, como vimos, na permanência, e até no agravamento da tendência ao desequilíbrio de nossas contas externas, embora apresentando-se agora sob novas formas, e implicando diretamente a ação imperialista. São as nossas relações financeiras com o sistema internacional do capitalismo – e nisso se distingue a nossa situação atual da do passado – que comandam o mecanismo das contas externas do país. Não são mais unicamente as vicissitudes da exportação brasileira, como ocorria anteriormente, que determinam o estado daquelas contas. E sim sobretudo e decisivamente os fluxos de capitais controlados do exterior e que sob diversas formas (inversões, financiamentos, empréstimos, amortizações, rendimentos etc.) se fazem num e noutro sentido em função dos interesses da finança internacional. Ou por fatores de ordem política que em última instância também se orientam por aqueles interesses”.

PRADO, Jr. Caio. A revolução brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1966.


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Tema de Redação – Cásper Líbero – 2010

Tema de Redação – Cásper Líbero – 2010


Escolha um dos dois temas propostos e indique-o antes do título da redação.
É obrigatória a escolha de APENAS um tema.

Tema 1

“O trabalho nos faz sentir a esperança de um bom evento.”

(Anatole France, escritor francês, 1844-1924).

“Nada tem sentido para o homem senão em função do futuro.”

(Ortega Y Gasset, filósofo espanhol, 1883-1955).

            Imagine que você tenha acabado de completar o curso superior em Comunicação Social e precise escrever uma carta de apresentação, a fim de obter um bom trabalho na área.
            Redija, então, essa carta, na qual devem constar uma breve descrição de seus talentos e habilidades e uma consistente apresentação de suas perspectivas – eventualmente, até de seus projetos – para trabalhar na área da comunicação.

Observações:
• O texto deve ser escrito na variante culta formal da língua portuguesa. Portanto, não use gírias, frases feitas, clichês e certos recursos expressivos muito informais.
• Se preferir, aborde a área da comunicação específica na qual você deseja atuar (televisão, rádio, jornalismo impresso, internet, publicidade, marketing, comunicação empresarial, por exemplo).

Tema 2

“Devemos, pois, pensar, seriamente, quando sentimos entusiasmo por uma profissão, se é uma voz interior que a aprova ou se nos engana o entusiasmo, se o que tomamos por um chamado da divindade não é um autoengano. Porém, como podemos reconhecer isto, senão investigando a fonte da própria inspiração?”.

Karl Marx (1818-1883). Reflexões de um jovem a respeito da escolha de uma profissão.

“Deve-se ter certeza de não se estar colocando na posição de mero instrumento servil nas mãos de outrem: o indivíduo deve manter sua independência em sua própria esfera e certificar-se de que está servindo à humanidade – caso contrário, ainda que venha a se tornar famoso, como erudito ou poeta, não será jamais um grande homem. Nunca nos realizamos verdadeiramente, a menos que estejamos trabalhando pelo bem de nossos semelhantes: nesse caso, não só nosso fardo não será pesado demais, como também nossas satisfações não serão apenas alegrias egoístas”.

Edmund Wilson. Rumo à estação Finlândia.

            Imagine que você tenha um amigo estrangeiro para quem irá escrever uma carta, falando sobre as motivações e perspectivas que o levaram a querer estudar Comunicação Social no Brasil. Redija, então, esta carta tomando como parâmetro para as suas reflexões os excertos de Karl Marx e Edmund Wilson.

Observações:
• O texto deve ser escrito na variante culta formal da língua portuguesa. Portanto, não use gírias, frases feitas, clichês e certos recursos expressivos muito informais.
• Se preferir, aborde a área da comunicação específica na qual você deseja atuar (televisão, rádio, jornalismo impresso, internet, publicidade, marketing, comunicação empresarial, por exemplo).


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Texto: "Aprendendo das cozinheiras" — Rubem Alves

Aprendendo das cozinheiras

            A se acreditar em entendidos em coisas de outros mundos, já devo ter sido cozinheiro em alguma vida passada. É que tenho um fascínio enorme pelas panelas, pelo fogo, pelos temperos e por toda a bruxaria que acontece nas cozinhas, para a produção das coisas que são boas para o corpo. Não é só uma questão de sobrevivência. Os cozinheiros dos meus sonhos não se parecem com especialistas em dietética. 
"Fish and oysters". 1864. Manet.
            Interessa-me mais o prazer que aparece no rosto curioso e sorridente de alguém que tira a tampa da panela, para ver o que está lá dentro. Minhas cozinhas, em minhas fantasias, nada têm a ver com estas de hoje, modernas, madeiras sem a memória dos cortes passados e das coisas que se derramaram, tudo movido a botão, forno de micro-ondas, adeus aos jogos eróticos preliminares de espiar, cheirar, beliscar, provar, perfurar... Tudo rápido, tudo prático, tudo funcional. Imaginei que quem assim trata a cozinha, no amor deve ser semelhante aos galos e galinhas, quanto mais depressa melhor, há coisas mais importantes a se fazer. Como aquele vendedor de pílulas contra a sede, da estória do "Pequeno Príncipe". Ir até o filtro é uma perda de tempo. Com a pílula elimina-se a perda inútil. “E que é que eu faço com o tempo que eu perco?" — perguntou o Principezinho.
            "...Você faz o que quiser", respondeu o vendedor." — Que bom! Então, é isto o que vou fazer, ir bem devagarzinho, mãos nos bolsos, até a fonte, beber água..."
            Quero voltar à cozinha lenta, erótica, lugar onde a química está mais próxima da vida e do prazer, cozinha velha, quem sabe com alguns picumãs pendurados no teto, testemunhos de que até mesmo as aranhas se sentem bem ali.
            Nada melhor que o contraste. A sala de visitas, por exemplo. Lá no interior de Minas, faz tempo. Retrato silencioso oval do avô, na parede; samambaia no cachepô de madeira envernizada; porta-bibelôs; as cadeiras, encostos verticais, 90 graus, para que ninguém se acomodasse; capas brancas engomadas pra que nenhuma cabeça brilhantinosa se encostasse; os donos dizendo em silêncio "está mesmo na hora", enquanto a boca mente dizendo "ainda é cedo", na hora da partida, junto com as recomendações à tia Sinhá (porque toda família tinha de ter uma tia Sinhá). Aí a porta se fechava, e a vida recomeçava, na cozinha...
            A porta da rua ficava aberta. Era só ir entrando. Se não encontrasse ninguém não tinha importância, porque em cima do fogão estava a cafeteira de folha, sempre quente, para quem quisesse. Tomava-se o café e ia-se embora, havendo recebido o reconforto daquela cozinha vazia e acolhedora. Eu diria que a cozinha é o útero da casa: lugar onde a vida cresce e o prazer acontece, quente... Tudo provoca o corpo e sentidos adormecidos acordam. São os cheiros de fumaça, da gordura queimada, do pão de queijo que cresce no forno, dos temperos que transubstanciam os gostos, profundos dentro do nariz e do cérebro, até o lugar onde mora a alma. Os gostos sem fim, nunca iguais, presentes na ponta da colher para a prova, enquanto o ouvido se deixa embalar pelo ruído crespo da fritura e os olhos aprendem a escultura dos gostos e dos odores nas cores que sugerem o prazer...
            Cozinha: ali se aprende a vida. É como uma escola em que o corpo, obrigado a comer para sobreviver, acaba por descobrir que o prazer vem de contrabando. A pura utilidade alimentar, coisa boa para a saúde, pela magia da culinária, se torna arte, brinquedo, fruição, alegria. Cozinha, lugar dos risos...
            Pensei então se não haveria algo que os professores pudessem aprender com os cozinheiros: que a cozinha fosse a antecâmara da sala de aulas, e que os professores tivessem sido antes, pelo menos nas fantasias e nos desejos, mestres-cucas, especialistas, nas pequenas coisas que fazem o corpo sorrir de antecipação. Isto. Uma Filosofia Culinária da Educação. Imaginei que os professores, acostumados a homens ilustres, sem cheiro de cebola na mão, haveriam de se ofender, pensando que isto não passa de uma gozação minha.
            Logo me tranquilizei, ouvindo a sabedoria de Ludwig Feuerbach, a quem até mesmo Marx prestou atenção: "O homem é aquilo que ele come". Abaixo Descartes. Ideias claras e distintas podem ser boas para o pensamento. Também bombas atômicas e as contas do FMI são boas para serem pensadas. Só que não podem ser amadas, não têm gosto e nem cheiro, e por isto mesmo a boca não as saboreia e não entram em nossa carne.
            Imitar os que preparam as coisas boas e ensinam os sabores...
            A primeira lição é que não há palavra que possa ensinar o gosto do feijão ou o cheiro do coentro. É preciso provar, cheirar, só um pouquinho, e ficar ali, atento, para que o corpo escute a fala silenciosa do gosto e do cheiro. Explicar o gosto, enunciar o cheiro; pra estas coisas a Ciência de nada vale; é preciso sapiência, ciência saborosa, para se caminhar na cozinha, este lugar de saber-sabor. Cozinheiro: bruxo, sedutor. "— Vamos, prove, veja como está bom..." Palavras que não transmitem saber, mas atentam para um sabor. O que importa está para além da palavra. É indizível. Como ele seria tolo se avaliasse seus alunos por meio de testes de múltipla escolha. É assim com a vida inteira, que não pode ser dita, mas apenas sugerida. Lembro-me do mestre Barthes, a quem amo sem ter conhecido, que compreendia que tudo começa nesta relação amorosa, ligeiramente erótica, entre mestre e aprendiz, e que só aí que se pode saborear, como numa refeição eucarística, os pratos que o mestre preparou com a sua própria carne...
            A lição dois é que o prazer do gosto e do cheiro não convivem com a barriga cheia. O prazer cresce em meio às pequenas abstenções, às provas que só tocam a língua... É aí que o corpo vai se descobrindo como entidade maravilhosamente polimórfica na sua infindável capacidade para sentir prazeres não pensados. Já os estômagos estufados põem fim ao prazer, pedem os digestivos, o sono e a obesidade. Cozinheiros de tropa nada sabem sobre o prazer. A comida se produz às dezenas de quilos. Pouco importa que os corpos sorriam. Comida combustível. Que os corpos continuem a marchar. Melhor se fossem pílulas. Abolição da cozinha, abolição do prazer: pura utilidade, zero de fruição.
            "— Estava boa a comida?"
            "— Ótima. Comi um quilo e duzentas gramas..."
            Equação desejável, pela redução do prazer à quantidade de gramas. Não deixa de ser uma Filosofia... Como aquela que desemboca nos cursinhos vestibulares e já se anuncia desde a primeira série do primeiro grau. Não se trata da erotização do corpo. Para a engorda tais sensibilidades são dispensáveis. Artifício na criação de gansos, para a obtenção de fígados maiores: funis goelas abaixo e por ali a comida sem gosto. Afinal, por que razão o prazer de um ganso seria importante? Seus donos sabem o que é melhor para eles... Vi nossos moços assim, funis goela abaixo, e depois vomitando e pensando o seu vômito. A isto se chama ver quantos pontos se fez no vestibular...
            Entendem por que eu queria uma filosofia culinária de educação? É que temos tornado os criadores de ganso como modelos...

(Rubem Alves)


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Tema de redação — ESPM — 2º Semestre de 2012

Tema de redação — ESPM — 2º Semestre de 2012

PROVA DE REDAÇÃO

TEMA 1

Questão de consciência

            “Quando consumimos o produto de uma indústria que não respeita o trabalhador, a comunidade a sua volta e nem o meio ambiente, estamos atestando que atitudes como essas são aceitáveis.
            O consumo consciente é aquele realizado com a clareza sobre as consequências geradas pela ação do consumo. Em uma simples compra de produto industrializado estão implícitos os reflexos que esse produto terá na sociedade, a quantidade de resíduos tóxicos e não reutilizáveis que serão descartáveis e até mesmo condições socioeconômicas das comunidades próximas ao local onde o artigo é produzido.”

Revista Ciências Sociais - abril/maio 2012 - p.14 (adaptado)

Proposta: Com base nas informações apresentadas e em outras de seu conhecimento, elabore um texto dissertativo que discuta o seguinte tema:

“O atual estágio do consumo consciente no Brasil.”

TEMA 2

Redes Sociais: obrigação ou opção?

            “O vício em redes sociais é uma realidade e tem impactos impossíveis de ignorar. O vício em redes sociais é forte como o da dependência química. O viciado em Facebook necessita se expor e ler as confissões de amigos com cada vez mais frequência para saciar a sua curiosidade e narcisismo. A atenção em torno desse assunto é tamanha que já há setores defendendo a inclusão da dependência por redes sociais na nova edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.”

Revista ISTOÉ – 9/mai/2012

Proposta: Com base nas informações apresentadas e em outras de seu conhecimento, elabore um texto dissertativo que apresente considerações para a seguinte questão:

“As redes sociais, ao mesmo tempo que possibilitam novas formas de relacionamentos, restringem as formas tradicionais de relações sociais.”

ORIENTAÇÕES:

ü    Escolha um dos temas acima e desenvolva uma dissertação com o mínimo de 20 linhas e o máximo de 30 linhas, considerando-se letra de tamanho regular.
ü Assinale o tema escolhido (1 ou 2) nos quadradinhos correspondentes (próxima página).
ü Dê um título sugestivo e criativo à sua redação.
ü Defenda ou refute as ideias apresentadas através de uma dissertação integrada, coeren­te, organizada e estruturada. Fundamente suas ideias com argumentos, sem sair do tema. Aderência ao tema é um dos itens de avaliação.
ü Importante: Não há uma resposta ou alternativa certa ou errada a ser encontrada. Não vamos julgar suas opiniões, mas sua capacidade de análise e argumentação.


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Tema de redação — ESPM — 1º Semestre de 2012

Tema de redação — ESPM — 1º Semestre de 2012


PROVA DE REDAÇÃO

TEMA 1

“São-me simpáticos os homens superiores porque são superiores,
E são-me simpáticos os homens inferiores porque são superiores também,
Porque ser inferior é diferente de ser superior,
E por isso é uma superioridade a certos momentos de visão.
Simpatizo com alguns homens pelas suas qualidades de caráter,
E simpatizo com outros pela sua falta dessas qualidades,
E com outros ainda simpatizo por simpatizar com eles,
E há momentos absolutamente orgânicos em que esses são todos os homens.”

(“Passagem das Horas”. Fernando Pessoa. “Ficções do Interlúdio/4 Poesias de Álvaro de Campos)

Proposta: Da leitura atenta do poema, elabore um texto dissertativo que apresente considerações sobre a visão pluralista das relações sociais contemporâneas.

TEMA 2

Seis mil brasileiros tiveram entrada proibida em países europeus em 2010.

O país que mais impediu a entrada de brasileiros foi a Espanha, seguido da França.

            Em 2008, o Brasil já havia vivido um problema semelhante com a Espanha. Na época, os dois países chegaram a assinar um acordo para encerrar a crise dos imigrantes e turistas barrados em aeroportos.
            O governo brasileiro ainda prefere buscar o caminho do diálogo e da conciliação, mas no Itamaraty se discute a possibilidade de o Brasil adotar o princípio da reciprocidade – ou seja – passar a exigir – principalmente dos espanhóis que chegam ao Brasil – comprovante de hospedagem e extrato de conta bancária.

(Jornal O Globo – 27/6/2011)

Proposta: Elabore um texto dissertativo em que você discuta as posições em pauta no governo brasileiro e no Itamaraty, frente à postura do governo espanhol.

ORIENTAÇÕES:

ü    Escolha um dos temas acima e desenvolva uma dissertação com o mínimo de 20 linhas e o máximo de 30 linhas, considerando-se letra de tamanho regular.
ü Assinale o tema escolhido (1 ou 2) nos quadradinhos correspondentes (próxima página).
ü Dê um título sugestivo e criativo à sua redação.
ü Defenda ou refute as ideias apresentadas através de uma dissertação integrada, coeren­te, organizada e estruturada. Fundamente suas ideias com argumentos, sem sair do tema. Aderência ao tema é um dos itens de avaliação.
ü Importante: Não há uma resposta ou alternativa certa ou errada a ser encontrada. Não vamos julgar suas opiniões, mas sua capacidade de análise e argumentação.


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TESTES DE CONCURSOS II - 11 QUESTÕES COMENTADAS

TESTES DE CONCURSOS II - 11 QUESTÕES COMENTADAS

1 - (Auxiliar de Papiloscopista – DECAP - 2005) Assinale a alternativa que peenche corretamente as lacunas da frase apresentada:

Estavam __________ de que os congressistas chegassem ____________ para a ___________.

a) Receiosos, atrasados, sessão.
b) Receosos, atrasados, sessão.
c) Receisozos, atrazados, sessão.
d) Receiosos, atrazados, seção.
e) Receosos, atrazados, seção.

2 - (Auxiliar de Papiloscopista – DECAP - 2005) Assinale a alternativa em que NÃO há erro, de acordo com a norma culta.

a) Afim de ser bem sucedido, estudou muito para as provas.
b) Ele não saiu, nem tão pouco conseguiu dormir.
c) Ela assinalou com um asterístico os pontos em que tinha dúvidas.
d) A morte do paciente nada tem a ver com a paralisia das pernas.
e) A assensão do candidato nas pesquizas surpreendeu a todos.

3 - (Agente Policial – DECAP - 2004) Qual a série que completa as lacunas dos seguintes períodos, em conformidade com os preceitos da ortografia oficial?

I - Não deveria pagar mais impostos __________?
II - _________ o tipo de imposto discrimina o pagamento de tributo entre as pessoas?
III - Não atinamos o __________ do esforço dos economistas quanto à maneira de arrecadar impostos.
IV - Estes são os caminhos passamos durante a reforma discutida pelo governo.
V - Não vemos ________________ o sistema tributário brasileiro é injusto.
VI - Não discuta, ___________ os tributaristas costumam seguir os princípios da equidade e da neutralidade.

a) Por quê – Por que – Porquê – por quê – por que – porque.
b) por que - Por quê – porque - por quê – por quê – porque.
c) por quê - Por que – porquê - por quê – por que – porque.
d) por quê - Por que – porquê - por que – por que – porque.
e) por que - Por quê – porque - por que – por quê – porque

4 - (Agente Policial – DECAP - 2004) Cada uma das construções a seguir apresenta propostas diferentes de redação. Assinale a letra que corresponda à melhor estrutura redacional, considerando correção, clareza e concisão.

a) Nos primeiros meses de 1990, como a implantação de rodovias era retardada, não cogitávamos nada de mais em sê-lo.
b) Éramos retardados nos primeiros meses de 1990. Por isso não cogitávamos nada de mais em sê-lo.
c) Nos primeiros meses de 1990, embora fôssemos retardados, não cogitávamos nada de mais em sê-lo.
d) Éramos tão retardados nos primeiros meses de 1990, que não cogitávamos nada de mais em sê-lo.
e) Nos primeiros meses de 1990, como a implantação de rodovias era retardada, não cogitávamos novos caminhos para o desenvolvimento do país.

5 - (Agente Policial – DECAP - 2004) Assinale a frase que apresente a concordância das palavras meio meia fora dos padrões gramaticais corretos.

a) A personagem trouxe à tona a força feminina na construção do Brasil, ao meio dia e meia.
b) Moças e rapazes vestiam camisetas meio amarelas, meio vermelhas para conquistar o público.
c) Sentindo um misto de ironia e ansiedade, saiu meia perturbada daquela situação de proporções oceânicas.
d) Dedicou meia vida e meio tempo da carreira profissional a serviço da educação.
e) Meio medrosa, meio indagadora, a jovem converte-se numa espécie de motor da crueldade.

6 - (Papiloscopista – DECAP - 2005) Assinale a frase gramaticalmente correta.

a) Houve muita discreção em toda a conversa.
b) Tenho convicção de que ele deixou os pais para sempre.
c) Sempre andei à par do que ele fazia por lá.
d) O professor não deixou lhe fazer a prova a lápis.
e) Não cheguei a mais tempo por causa do trânsito.

7 - (Escrivão – DEMACRO - 2005) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.

_______________ você pensa que vai? Ele não vai seguir ___________ Ficará na cidade e irá à __________ das oito horas. Faça-me um favor, __________ com ele.

a) Onde, viagem, sessão, viaje.
b) Onde, viajem, sessão, viaje.
c) Onde, viajem, cessão, viage.
d) Aonde, viajem, sessão, viage.
e) Aonde, viagem, sessão, viaje.

8 - (Escrivão – DEMACRO - 2005) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.

Nunca soube o ______________ de tanta raiva. Terá sido ______________ ele não recebeu a promoção?
Não vejo ____________ não tentar novamente. O filho do promotor de vendas ficou com a vaga e ninguém questionou ______________.

a) Por quê – por que – porque – porque.
b) Por que – por que – por que – porque.
c) Porquê – porque – por que – por quê.
d) Por que – porque – por que – porque.
e) Porquê – por que – por que – por quê.

9 - (Escrivão – DEMACRO - 2005) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.

Os programas serão divulgados __________ os candidatos não terão tempo de preparar-se adequadamente ___________disputem uma vaga no tribunal.
Você sabe ____________serão realizadas as próximas provas?
O______________ de muitos concursos é a exiguidade do tempo; o candidato se sente ____________ com o que julga indiferença.

a) Se não, porque, onde, mau, mau.
b) Se não, porque, aonde, mau, mal.
c) Senão, por que, aonde, mal, mal.
d) Senão, porque, aonde, mal. mal
e) Senão, porque, onde, mau, mal.

10 - (Agente de Telecomunicações – DEINTER - 2005) Qual a série que completa as lacunas do seguinte período, em conformidade com os preceitos da ortografia oficial?

Ela estava ___________ irritada e à _____________ voz, porém com ________ razões, fazia ________ desaforos.

a) Meio-meia-bastantes-bastantes.
b) Meia-meia-bastante-bastante.
c) Meia-meia-bastantes-bastantes.
d) Meio-meio-bastantes-bastantes.
e) Meia-meia-bastante-bastantes.


11 - (Auxiliar de Papiloscopista – DECAP - 2005) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase inicial.

Esclarecemos a Vossas Senhorias que, ________, seguem a estatística, o relatório e a cópia que nos solicitaram, e que estão à ___________ disposição para perícia.

a) Inclusos – sua.
b) Inclusa – vossa.
c) Inclusos – vossa.
d) Incluso – sua.
e) Incluso – vossa.

GABARITO COMENTADO