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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Tema de redação — UNB — 2013 — 2º Semestre

Tema de redação — UNB — 2013 — 2º Semestre

PROVA DE REDAÇÃO

ATENÇÃO: Nesta prova, faça o que se pede, utilizando, caso deseje, o espaço indicado para rascunho neste caderno. Em seguida, escreva o texto na folha de texto definitivo da prova de redação em língua portuguesa, no local apropriado, pois não serão avaliados fragmentos de texto escritos em locais indevidos. Respeite o limite máximo de linhas disponibilizado. Qualquer fragmento de texto além desse limite será desconsiderado. Na folha de texto definitivo da prova de redação em língua portuguesa, utilize apenas caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente.

            Leia os trechos abaixo, extraídos de entrevista concedida pelo ensaísta brasileiro Tales A. M. Ab’Sáber, autor da obra A Música do Tempo Infinito. Durante a leitura, é aconselhável que você assinale trechos ou palavras que julgar relevantes para comporem um comentário crítico a ser elaborado ao final da leitura.

            Em Berlim, em uma usina elétrica desativada, cenário de máquinas, fiações e tubos da era do nazismo, uma boate vira a noite sem fechar. É a Berghain/Panorama Bar, que promove uma festa intensa, que deseja não terminar jamais. Pulsa quase diariamente, a partir das 23 h 59 min, e entorpece o público com música eletrônica. O ensaísta brasileiro Tales Ab’Sáber foi um dos que lá baixou. E de lá saiu com material valioso para uma perícia sobre a grande noite de diversão industrial. Esse material, utilizado na obra A Música do Tempo Infinito, é objeto da entrevista a seguir.

O que, em geral, caracteriza uma balada?
Certa vez, um jovem me falou: “A balada é um lugar em que tudo muda. Quando você entra numa balada, tudo vira outra coisa, você, as pessoas, o mundo. Nada do que vale fora de lá continua valendo. É um mundo à parte.” Essa fala revela que a balada sustenta esse desejo. Ela dá uma amostra, um sampler, do mundo do luxo e da luxúria para os que não o têm, ou da experiência estética antiburguesa para os adaptados. É um dispositivo de época para a gestão do prazer. A balada é mais bonita, mais livre e mais erótica que a vida e, no entanto, está totalmente articulada, econômica e socialmente, à vida como ela é. Na balada, os jovens vivem uma experiência sensorial sem compartilhamento.

A balada agrega todas as classes sociais? De que juventude estamos tratando?
De uma juventude desencantada, que teve os impulsos críticos de radicalização humanista, estética e democrática, próprios do movimento da juventude ocidental do século XX, reduzidos a práticas de consumo a partir da aceleração da cultura do dinheiro nos anos 1990 e 2000. Essa juventude tenta manter valores de vanguarda. É comprometida com seu destino de venda de um trabalho sem garantias no mundo das corporações. É uma juventude atomizada, que caminha entre a baixa vida de mercado e o hedonismo de consumo do teatro excitado de sua noite.

O que esses jovens costumam festejar?
É um paradoxo. Festejam suas vidas difíceis de mercado e sua inserção por um fio na coisa toda. A ordem do poder atual exige celebração contínua, ligada à afirmação do indivíduo de realização do próprio prazer, desde que de mercado, apolítico. E esses jovens, que, por vezes, fingem um cuidadoso punkismo construído em lojas caras da moda, promovem a mesma celebração geral de seu mundo ou festejam o fato de não haver nada a festejar. É a compulsão a ser feliz, que está associada à propaganda.

Por que há tantos megaeventos para uma geração tão voltada para si mesma?
Podemos dizer que o hiperindivíduo, que busca a singularidade do seu prazer nas ofertas de mercado, acaba pensando como todos os demais, em uma grande uniformidade cultural. Estamos diante de um mundo que, na mesma medida em que afirma o indivíduo, o empobrece e o torna apenas idêntico a todos.

 a música? De onde veio a necessidade da pirotecnia para acompanhá-la?
Quando os Beatles tocavam nos estádios nos anos 1960, quando inauguraram essa era de espetáculo de massa e expressão pop, grandiosa e sedutora, eram quatro músicos em cima de um palco, e só. Depois, começa a surgir a  espetacularização visual do mundo da canção. Em 1968, 69, Pink Floyd começa a fazer projeções de imagens. Então, num certo momento dos anos 1980, isso vira um espetáculo pirotécnico gigantesco, com explosões, bolas de fogo. Agora, tem aumentado a espetacularização, o que significa que a música perdeu importância.

Trechos resumidos de entrevista concedida a Mônica Manir. Internet: <estadao.com.br> (com adaptações).

            Redija, utilizando o registro da língua padrão, um comentário crítico sobre as principais ideias expressas na entrevista acima. Explicite sua concordância e(ou) discordância a respeito dessas ideias. Dê um título a seu texto.



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Texto: "Conversa de viajante" — Stanislaw Ponte-Preta

Conversa de viajante

            É muito interessante a mania que têm certas pessoas de comentar episódios que viveram em viagens, com   descrições de lugares e coisas, na base de “imagine você que...”. Muito interessante também é o ar superior que cavalheiros, menos providos de espírito pouquinha coisa, costumam ostentar depois que estiveram na Europa ou nos Estados Unidos (antigamente até Buenos Aires dava direito à empáfia). Aliás, em relação a viajantes, ocorrem episódios que, contando, ninguém acredita. 
"The flower seller". Louis-Marie de Schryver.
            O camarada que tinha acabado de chegar de Paris e – por sinal – com certa humildade, estava sentado numa poltrona, durante a festinha, quando a dona da casa veio apresentá-lo a um cavalheiro gordote, de bigodinho empinado, que logo se sentou a seu lado e começou a “boquejar” (como diz o Grande Otelo): 
            - Quer dizer que está vindo de Paris, hem? – arriscou. 
            O que tinha vindo fez um ar modesto: - É!!! 
            - Naturalmente o amigo não se furtou ao prazer de ir visitar o Palácio de Versalhes. 
            - Não. Não estive em Versalhes. Era muito longe do hotel onde me hospedei. 
            - Mas o amigo cometeu a temeridade de não ficar no Plaza Athénée? 
            O que não ficara no Plaza Athénée deu uma desculpa, explicou que o seu hotel fora reservado pela Cia. onde trabalha e, por isso, não tivera escolha. 
            - Bem – concordou o gordinho -, o Plaza realmente é um pouco caro, mas é muito central e há outros hotéis mais modestos que ficam perto do Plaza. – E depois de acender um cigarro, lascou: - Passeou pelo Bois? 
            - Passei pelo Bois uma vez, de táxi. 
            - Mas meu amigo vai me desculpar a franqueza; o amigo bobeou. Não há nada mais lindo do que um passeio a pé pelo Bois de Boulogne, ao cair da tarde. E não há nada mais parisiense também. 
            - É... eu já tinha ouvido falar nisso. Mas havia outras coisas a fazer. 
            - Claro... Claro... Há coisas mais importantes, principalmente no setor das artes – e sem tomar o menor fôlego: - Visitou o Louvre?... 
            - Visitei. 
            - Viu a Gioconda?
            Não. O recém-chegado não tinha visto a Gioconda. No dia em que esteve no Louvre, a Gioconda não estava em exposição. 
            - Mas o senhor prevaricou - disse o gordinho, quase zangado. – A Gioconda só está em exposição as quintas e sábados e ir ao Louvre noutros dias é negar a si mesmo uma comunhão maior com as artes. Passou uma senhora, cumprimentou o ex-viajante e, mal ela foi em frente, nova pergunta do cara: 
            - E a comida de Paris, hem amigo? Você jantava naqueles bistrozinhos de Saint-Germain? Ou preferia os restaurantes típicos de montmartre? Há um bistrô que fica numa transversal da Rue de... 
            Mas não pôde acabar de esclarecer qual era a rua, porque o interrogado foi logo afirmando que jantara quase sempre no hotel. E sua paciência se esgotou quando o chato quis saber que tal achara as mulheres do Lido. 
            - Eu não fui ao Lido também. O senhor compreende. Eu estive em Paris a serviço e sou um homem de poucas posses. Quase não tinha tempo para me distrair. De mais a mais, lá é tudo muito caro. 
            - Caríssimo – confirmou o gordinho, sem se mancar. 
      - O senhor, naturalmente, esteve lá a passeio e pôde fazer essas coisas todas – aventou, como quem se desculpa. 
            Foi aí que o gordinho botou a mãozinha rechonchuda sobre o peito e exclamou: - Eu??? Mas eu nunca estive em Paris! 

(Stanislaw Ponte-Preta, in "O melhor de Stanislaw")

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Tema de Redação – UNEAL – Universidade Estadual de Alagoas – 2010

INSTRUÇÕES DA REDAÇÃO 
1. Utilize o espaço reservado ao rascunho para elaborar a sua redação.
2. O candidato terá nota 0,00 (zero) na prova de Redação se:
a) fugir ao tema proposto para a elaboração da Redação;
b) apresentar acentuada desestruturação em todos os níveis (morfológico, sintático, semântico);
c) desenvolver sua Redação em outra tipologia textual (narração / ou descrição) ou em gêneros textuais (carta, resumo etc) que não foram solicitados;
d) redigir seu texto com menos de 20 (vinte) linhas;
e) redigir seu texto com mais de 30 (trinta) linhas;
f) redigir seu texto com menos de 200 (duzentas) palavras independentemente do número de linhas apresentado;
g) redigir seu texto sem atender às margens propostas na Folha de Redação definitiva;
h) utilizar o espaço destinado ao título para redigir seu texto;
i) apresentar identificação de quaisquer natureza (nome próprio, nome fictício, rabiscos, números, recados, códigos etc), que possam identificar o candidato;
j) redigir seu texto a lápis ou à caneta de tinta diferente das cores determinadas azul ou preta.

Especialistas aprovam lei contra palmadas - Kelly Zucatelli

            Especialistas aprovam o formato da lei encaminhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional. O texto fortalece o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de
tratamento cruel.
            Porém, todos concordam que a mudança da cultura de que uma “palmadinha” ajuda na educação ainda levará um tempo para ser modificada.
            Para a coordenadora do curso de Pedagogia da PUC (Pontifícia Universidade Católica), Maria Stela Santos Graciani, não é o castigo que ajuda na constituição da personalidade da criança e do adolescente. "É necessário que os adultos tenham a prática do diálogo, assim como os professores saibam exigir o respeito verbal de seus alunos. Agressão nunca ajudará", comenta. [...]

Disponível em <http://www.dgabc.com.br.>. Acesso em 04 ag 2010.

Para Rosely Sayão, lei que proíbe palmadas é invasão do Estado na vida privada

            A psicóloga e consultora educacional Rosely Sayão, colunista da Folha, participou de bate-papo nesta quinta-feira (29) sobre o projeto da lei que proíbe palmadas, beliscões e castigos físicos em crianças e adolescentes.
            Para Rosely Sayão, o projeto que altera a lei que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, vetando o uso de castigos físicos e tratamentos cruéis na educação infantil, mostram a invasão do Estado na vida privada.
            "Acho isso muito perigoso. Hoje podemos ser contra a palmada - eu sou - mas amanhã, sabe-se lá o que pode ser transformado em lei?", disse a colunista da Folha durante o bate-papo. [...]

Disponível em <www1.folha.uol.com.br>. Acesso em 02 ag 2010.

            Os dois fragmentos acima ilustram pontos de vista distintos em relação à nova lei que proíbe palmadas em crianças. Com base no conteúdo de ambos e em outros textos de seu conhecimento, redija um texto dissertativo no qual você argumente contra essa nova lei ou a favor dela.

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Tema de Redação – UNEAL – 2009

Tema de Redação – UNEAL – 2009




Tema de Redação – UNEAL – Universidade Estadual de Alagoas - 2009

O cartum, adaptado de Jules Feiffer, traz o tema desta redação:


Tema: A importância da leitura.

            Redija um texto dissertativo, de 20 a 30 linhas, sobre o tema dado, no qual você exponha suas ideias de forma clara, coerente e em conformidade com a norma culta da língua, sem se remeter a nenhuma expressão do texto motivador. Use caneta esferográfica de tinta azul ou preta.

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25 Respostas iniciadas pela letra “E”

Exercícios de conhecimentos gerais 
25 Respostas iniciadas pela letra "E"

1. Cantor inglês, autor de "Empty garden" e "Goodbye, yellow brick road".

2. Boneca de pano, personagem principal de "O Sítio do Pica-pau Amarelo".

3. O Rei do Rock.

4. "Olhos" em inglês.

5. País que ganhou a Copa do Mundo de futebol em 2010, na África do Sul.

6. Pugilista brasileiro que foi campeão mundial de boxe na década de 60.

7. Cantora brasileira que tinha o apelido de "Pimentinha".

8. Ave grande, parecida com o avestruz.

9. Dor de cabeça muito forte.

10. Papel usado para enviar cartas.

11. Continente conhecido como o "Velho Mundo".

12. Maior animal mamífero terrestre.

13. Cume mais elevado do mundo.

14. Ser mitológico - um leão alado com cabeça e busto humanos que matava os viajantes que não decifravam o enigma que ele propunha.

15. Boneco utilizado nas plantações para afugentar aves.

16. Vulcão mais ativo da Europa.

17. Roedor que vive em árvores e se alimenta de sementes e castanhas.

18. País cuja capital é Cairo.

19. Capital da Suécia.

20. Atriz principal da série de filmes "Harry Potter".

21. Escritor brasileiro, autor de "Os Sertões".

22. Personagem histórica argentina, foi casada com o ex-presidente Juan Perón.

23. País cuja capital é Adis Abeba.

24. Cantor da Jovem Guarda cujo apelido é "Tremendão".

25. País cuja capital é Abu Dabi.


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