Seguidores

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Tema de redação — ESPM — 1º Semestre de 2015

Tema de redação — ESPM — 1º Semestre de 2015



PROVA DE REDAÇÃO

TEMA 1

Amazon libera Kindle “Unlimited”, serviço de assinatura de livros

O serviço custa US$ 9,99 ao mês e está disponível nos EUA. Ele dá acesso a um acervo de mais de 600 mil títulos de e-books Kindle e milhares de audiobooks.

            Inspirada pelos modelos de assinatura dos serviços de música por streaming, a Amazon anunciou seu serviço de assinatura de livros “Kindle Unlimited“. O recurso já está disponível no site da Amazon para contas nos Estados Unidos e inclui um período gratuito de testes de 30 dias.
            Os livros disponíveis incluem “best sellers” como The Hunger Games e The Lord of the Rings e milhares de au­diobooks da Audible. O assinante pode alternar o modo de leitura na tela pelo modo de áudio e, com isso, começar a ler um livro no café da manhã como texto e continuar no carro a ouvir o livro enquanto dirige usando o recurso Whisperync for Voice.

IDG New Service – 17/7/2014

PROPOSTA: Com base nas informações do texto e em outras de seu conhecimento sobre o assunto, elabore um texto dissertativo que apresente considerações sobre a seguinte questão:

No Brasil, essa tecnologia favoreceria o aumento de leitores em relação ao existente hoje, no meio impresso?  

TEMA 2

Gigantes da Nova Economia

            Modelo que permite prestação de serviços ou troca de produtos entre pessoas físicas ganha força com o crescimento do Uber e Airbnb, as duas maiores startups de atividade, e desagrada setores tradicionais ao propor nova dinâmica dos negócios.
            O ponto-chave desse movimento natural que os especialistas chamam de economia colaborativa ou compar­tilhada é cortar intermediários para resolver todo tipo de problema de maneira mais rápida e eficiente. As cidades que mais têm serviços de economia compartilhada são algumas das mais conectadas do mundo, como Nova York ou Seul.
            Empresas como Uber e Lyft habilitam qualquer pessoa a concorrer diretamente com os taxistas. O Airbnb permite transformar aquele cômodo vazio da sua casa em um “quarto de hotel”. Esses serviços migram relações cotidianas para o meio digital, e tudo isso mexe mais profundamente com a economia do que se poderia supor à primeira vista.

Revista Superinteressante – julho/2014

PROPOSTA: Com base nas informações do texto e em outras de seu conhecimento sobre o assunto, elabore um texto dissertativo que apresente considerações sobre as seguintes questões:

Quais são os impactos da Economia Colaborativa ou Compartilhada na Economia Formal? Isso é apenas um modismo ou irá se consolidar?


PREPARE-SE PARA OS PRINCIPAIS VESTIBULARES DO PAÍS. ADQUIRA AGORA MESMO O PROGRAMA 500 TEMAS DE REDAÇÃO!



Leia também:

Tema de redação — FUVEST - 2014
Temas de redação — FUVEST — 2009 - 2012
Tema de redação — FATEC - 2015 - 1º Semestre
Temas de redação — Mackenzie - 2014
TEMAS DE REDAÇÃO DO ENEM – 2010 A 2011
TEMAS DE REDAÇÃO DO ENEM – 2006 A 2009

Tema de redação — ESPM — 2º Semestre de 2014

Tema de redação — ESPM — 2º Semestre de 2014


PROVA DE REDAÇÃO

TEMA 1

“A riqueza de informação cria a pobreza de atenção” Hebert Simon, economista, vencedor do Nobel

                “No começo desta década, a contagem de mensagens de texto mensais disparou para 3.417, o dobro do número de apenas poucos anos atrás. Enquanto isso, o tempo que passam ao telefone caiu. O adolescente médio americano recebe e envia mais de cem mensagens de texto por dia, cerca de dez a cada hora acordado. [....]
            As crianças de hoje estão crescendo numa nova realidade, na qual estão conectadas mais a máquinas e menos a pessoas de uma maneira que jamais aconteceu antes na história da humanidade. Isso é pertur­bador por diversos motivos. Por exemplo: o circuito social e emocional do cérebro de uma criança aprende através dos contatos e das conversas com todos que ela encontra durante um dia. Essas interações moldam o circuito cerebral. Menos horas passadas com gente – e mais horas olhando fixamente para uma tela digi­talizada – são o prenúncio de déficits.”

Daniel Goleman, FOCO, Ed. Objetiva

PROPOSTA: Com base nas informações do texto e em outras de seu conhecimento sobre o assunto, elabore um texto dissertativo que apresente considerações sobre o seguinte fato:

O impacto da quantidade de informação e os estímulos gerados pelas redes sociais consomem a atenção do indivíduo, distanciando-o do seu foco da realidade.  

TEMA 2

Futebol e sociedade

            Para o escritor peruano e prêmio Nobel de Literatura em 2010, Mario Vargas Llosa, “o futebol é o ideal de uma sociedade perfeita: poucas regras, claras, simples, que garantem a liberdade e a igual­dade dentro do campo, com a garantia do espaço para a competência individual. O futebol é mais que uma modalidade esportiva; é uma das maiores manifestações culturais (e democráticas) já vistas.”

Maurício Murad – “ A violência no futebol

PROPOSTA: Com base nas informações do texto e em outras de seu conhecimento sobre o assun­to, elabore um texto dissertativo que apresente considerações sobre a seguinte questão:

Apesar de a sociedade ser muito mais complexa do que um jogo de futebol, poucas regras, claras e simples, seriam a garantia de uma sociedade mais justa?

ORIENTAÇÕES:

ü    Escolha um dos temas acima e desenvolva uma dissertação com o mínimo de 20 linhas e o máximo de 30 linhas, considerando-se letra de tamanho regular.
ü Assinale o tema escolhido (1 ou 2) nos quadradinhos correspondentes (próxima página).
ü Dê um título sugestivo e criativo à sua redação.
ü Defenda ou refute as ideias apresentadas através de uma dissertação integrada, coeren­te, organizada e estruturada. Fundamente suas ideias com argumentos, sem sair do tema. Aderência ao tema é um dos itens de avaliação.
ü Importante: Não há uma resposta ou alternativa certa ou errada a ser encontrada. Não vamos julgar suas opiniões, mas sua capacidade de análise e argumentação.


PREPARE-SE PARA OS PRINCIPAIS VESTIBULARES DO PAÍS. ADQUIRA AGORA MESMO O PROGRAMA 500 TEMAS DE REDAÇÃO!



Leia também:

Tema de redação — FUVEST - 2014
Temas de redação — FUVEST — 2009 - 2012
Tema de redação — FATEC - 2015 - 1º Semestre
Temas de redação — Mackenzie - 2014
TEMAS DE REDAÇÃO DO ENEM – 2010 A 2011
TEMAS DE REDAÇÃO DO ENEM – 2006 A 2009

PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA — ESPM — 2º Semestre de 2015

PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA — ESPM — 2º Semestre de 2015



Texto para as questões de 1 a 7:

Abraço caudaloso

            Amizade entre cronistas é um perigo: todo papo esbarra em crônica, já que toda crônica é uma espécie de papo. Foi numa conversa com o Antonio Prata, meu ex-ami­go-platônico – “ex” não por não ser mais amigo, mas por não ser mais platônico – que a bola começou a quicar. “Isso dá uma crô­nica”, ele disse. Mas nenhum dos dois es­creveu, por escrúpulos de estar roubando a ideia do outro. Eu, que tenho menos escrú­pulos e menos ideias, resolvi escrever.
            Palavras, percebemos, são pessoas. Al­gumas são sozinhas: Abracadabra. Eureca. Bingo. Outras são promíscuas (embora pre­firam a palavra “gregária”): estão sempre cercadas de muitas outras: Que. De. Por.
            Algumas palavras são casadas. A pala­vra caudaloso, por exemplo, tem união está­vel com a palavra rio – você dificilmente verá caudaloso andando por aí acompanhada de outra pessoa. O mesmo vale para frondosa¹, que está sempre com a árvore. Perdidamen­te, coitado, é um advérbio que só adverbia o adjetivo apaixonado. Nada é ledo² a não ser o engano, assim como nada é crasso³ a não ser o erro. Ensejo é uma palavra que só ser­ve para ser aproveitada. Algumas palavras estão numa situação pior, como calculis­ta, que vive em constante ménage, sempre acompanhada de assassino, frio e e.
            Algumas palavras dependem de outras, embora não sejam grudadas por um hífen - quando têm hífen elas não são casadas, são siamesas. Casamento acontece quando se está junto por algum mistério. Alguns dirão que é amor, outros dirão que é afinidade, carência, preguiça e outros sentimentos me­nos nobres (a palavra engano, por exemplo, só está com ledo por pena - sabe que ledo, essa palavra moribunda, não iria encontrar mais nada a essa altura do campeonato).
            Esse é o problema do casamento entre as palavras, que por acaso é o mesmo do casa­mento entre pessoas. Tem sempre uma pala­vra que ama mais. A palavra árvore anda com várias palavras além de frondosa. O casamen­to é aberto, mas para um lado só. A palavra rio sai com várias outras palavras na calada da noite: grande, comprido, branco, vermelho - e caudaloso fica lá, sozinho, em casa, esperando o rio chegar, a comida esfriando no prato.
            Um dia, caudaloso cansou de ser mal­tratado e resolveu sair com outras palavras. Esbarrou com o abraço que, por sua vez, es­tava farto de sair com grande, essa palavra tão gasta. O abraço caudaloso deu tão certo que ficaram perdidamente inseparáveis. Foi em Manuel de Barros. Talvez pra isso sirva a poesia, pra desfazer ledos enganos em prol de encontros mais frondosos.

(Gregório Duvivier, 02/02/2015, Folha de S.Paulo) ¹frondoso: que tem muitas folhas ou fron­des; abundante em ramos. ²ledo: risonho, alegre, contente, jubiloso. ³crasso: grosseiro, rude, bronco.

Questão 01  - Quando o autor usa a expressão “a bola co­meçou a quicar” significa que:

a) faltaram escrúpulos por parte do autor por ter roubado a ideia do amigo.
b) foi o princípio do estremecimento da ami­zade entre o autor e o amigo.
c) quando o amigo deixou de ser platônico houve a quebra da amizade.
d) deu início, a partir daí, ao processo criati­vo da crônica.
e) a amizade entre os cronistas ficou com­prometida pelo fato de a conversa ter vi­rado crônica.

Questão 02 - Segundo o autor, a princípio só NÃO fazia parte do grupo das “palavras casadas” o par:

a) árvore frondosa    b) perdidamente apaixonado
c) ledo engano         d) erro crasso                            e) abraço caudaloso

Questão 03  - Dado o uso constante, as “palavras casa­das”, citadas pelo autor, podem ser enten­didas como exemplos de:

a) idiotismos     b) lugar comum     c) neologismos     d) jargões     e) pleonasmos

Questão 04  - Num tom bem humorado e lançando mão de expressões informais ou populares, o autor elabora uma crônica com reflexões meta­linguísticas. Dos segmentos abaixo, o único que se diferencia das demais em termos de nível de linguagem é:

a) “todo papo esbarra em crônica”
b) “a bola começou a quicar”
c) “Eu, que tenho menos escrúpulos e me­nos ideias,...”
d) “encontrar mais nada a essa altura do campeonato”
e) “Talvez pra isso sirva...”

Questão 05 - O que justificaria haver palavras “promís­cuas” (ou “gregárias”) como “que”, “de” e “por” seria o fato de estas:

a) serem elementos de ligação ou estabele­cerem relações entre as palavras.
b) serem regidas por verbos ou adjetivos.
c) concordarem com qualquer termo da oração.
d) variarem de gênero conforme o termo a que se referem.
e) substituírem nomes ou pronomes.

Questão 06 - A conclusão do texto leva o leitor a acreditar que:

a) a união entre as palavras, assim como en­tre as pessoas, apresenta invariavelmente desequilíbrios de relacionamento.
b) o papel da poesia é o da reconfiguração (seja da linguagem, seja do relaciona­mento) em busca de combinações mais ricas.
c) a função da poesia é atenuar conflitos in­terpessoais, visando a uma relação mais harmônica entre as pessoas.
d) a poesia tem a função de ver a realidade por um filtro melhor, proporcionando idí­lios românticos variados.
e) o problema do casamento, seja entre pa­lavras, seja entre pessoas, é o diferente grau de dedicação que cada um confere ao outro.

Questão 07 - “Algumas palavras estão numa situação pior, como calculista, que vive em cons­tante ménage, sempre acompanhada de assassino, frio e e.”. O termo em destaque traduz ideia de: ________________ e pode ser substituído sem prejuízo de sentido por: ___________________. O item que preenche corretamente as lacunas é:

a) comparação – à maneira de
b) causa – porque
c) comparação – tal qual
d) conformidade – conforme
e) modo – à maneira de

Questão 08 - Na tira acima, temos respectivamente no 1º e último quadrinhos:

a) onomatopeia e função metalinguística.
b) aliteração e função metalinguística.
c) assonância e função conativa.
d) onomatopeia e função fática.
e) assonância e função emotiva.

Questão 09  - Leia: A luta dos usuários dos fretados pelo di­reito de descer a Serra pela Pista Sul da Imi­grantes intensificou-se durante a onda de pro­testos que atingiu boa parte do País em junho.  (jornal A Tribuna, 25/09/2015, Santos)
Na frase acima:

a) haveria uma vírgula optativa depois do termo “usuários”.
b) a expressão “pela Pista Sul” deveria estar entre vírgulas.
c) faltou uma vírgula obrigatória antes de “intensificou-se”.
d) o segmento “pelo direito de descer a Ser­ra” deveria estar entre vírgulas.
e) a rigor não há obrigatoriedade de vírgula alguma no período todo.


Questão 10 - Assinale o item em que o termo grifado da frase transgride as normas cultas da língua:

a) As declarações do ministro do Planeja­mento foram dadas pouco depois de ele receber o cargo da antecessora.
b) A taxa de crescimento do PIB ficará abai­xo da do ano passado.
c) Segundo João Goulart na época, o golpe de 64 teria ceifado a oportunidade de o Brasil dar um grande impulso para o pro­cesso democrático na América Latina.
d) A Coreia do Norte tornou-se uma amea­ça nuclear (segundo os EUA), apesar do país conviver com seriíssimos problemas sociais.
e) É maior a chance de a mulher (e não o homem) manifestar algum sentimento de estresse no trabalho.

Questão 11 - Assinale o item em que o termo grifado foi usado de modo indevido:

a) Muitos teriam tachado de mera propa­ganda a fundação de um califado por par­te do Estado Islâmico. (Folha de SP)
b) “Fui tachado de arrogante, prepotente e babaca” (Rafinha Bastos).
c) Nosso humor, que sempre foi amoral, é agora taxado de imoral. Resta saber se a alternativa do humor politizado é possível. (Joel Pinheiro)
d) O consumo de álcool na cidade deve ser taxado e servir diretamente ao tratamen­to sistêmico da situação. (Folha de SP)
e) Com a queda do petróleo, abre-se espa­ço para reduzir subsídios e até taxar os combustíveis fósseis. (Folha de SP) 

Questão 12 - Levando em conta os elementos verbais e não verbais nas propagandas apresentadas abaixo, assinale aquela cuja indicação NÃO esteja correta:

a) ambiguidade   b) trocadilho   c) comparação   d) catacrese   e) paronomásia

Questão 13 - Assinale a única frase aceita pelas normas de regência verbal:

a) Sem-terra preferem a Bolsa Família a Re­forma Agrária.
b) O jogador disse que preferia jogar no Mo­rumbi do que jogar no Interior.
c) O consumidor endividado prefere mais a bebida barata que o uísque importado.
d) Deputado petista preferiu ficar no Con­gresso que assumir cargo administrativo.
e) A presidente afirmou que “prefere o ba­rulho da imprensa livre ao silêncio das di­taduras”.

Questão 14 - Leia:

Hora do pôr do sol? - hora fagueira,
Qu’encerras tanto amor, tristeza tanta!
Quem há que de te ver não sinta enlevos,
Quem há na terra que não sinta as fibras
Todas do coração pulsar-lhe amigas,
Quando desse teu manto as pardas franjas
Soltas, roçando a habitação dos homens?
Há i prazer tamanho que embriaga,
Há i prazer tão puro, que parece
Haver anjos dos céus com seus acordes
A mísera existência acalentado!

(Gonçalves Dias, trecho de “A Tarde”)

Os versos acima exemplificam a caracterís­tica romântica:

a) do sentimentalismo romântico que aponta para a desilusão amorosa.
b) do nacionalismo que exalta a beleza exó­tica da natureza brasileira.
c) do escapismo em que a morte representa a libertação da vida material.
d) da projeção do estado de espírito do poe­ta nos elementos da natureza.
e) do pessimismo e da melancolia, configu­rando o chamado “mal do século”.

Questão 15 - A colônia só deixa de o ser quando passa a sujeito de sua história.(Alfredo Bosi). 
Histo­ricamente pode-se afirmar que a literatura brasileira conseguiu sua efetiva autonomia em relação às influências da matriz euro­peia somente no:

a) Arcadismo, quando Tomás Antonio Gon­zaga denunciou os desmandos dos gover­nantes da época em “Cartas Chilenas”.
b) Romantismo, quando este tematizou ele­mentos tipicamente brasileiros como o ín­dio, a fauna e a flora e apresentou um eu lírico egocêntrico, centralizador do uni­verso.
c) Naturalismo, quando sob a óptica cienti­ficista da época retrataram-se o coletivo, os desvios de comportamento, o meio de­gradado dos cortiços e pensões.
d) Modernismo da geração de 22, quando houve uma revolução nas artes e na cul­tura brasileira em que se buscaram novas linguagens, formas e abordagens, além de um nacionalismo crítico dentre outros.
e) Modernismo da geração de 30, quando se consolidaram as propostas revolucio­nárias da primeira fase e se abordaram temas sociais e metafísicos.

Questão 16 - Pode-se afirmar que não houve no Brasil um movimento literário surrealista propriamen­te dito. No entanto, é possível detectar aqui e acolá um ou outro poema com nítidos traços surrealistas. Identifique-o abaixo:

a) Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
(Manuel Bandeira)
b) Mamãe vestida de renda
tocava piano no caos.
Uma noite abriu as asas
Cansada de tanto som,
Equilibrou-se no azul,
De tonta não mais olhou
Para mim, para ninguém:
Cai no álbum de retratos.
(Murilo Mendes)
c) Parece, Senhor, que me desdobrei,
que me multipliquei,
que a chuva dos céus cai dentro de minhas mãos...
(Vinícius de Moraes)
d) Eu não tinha esse rosto de hoje
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio tão amargo.
(Cecília Meireles)
e) Fazer o que seja é inútil.
Não fazer nada é inútil.
Mas entre fazer e não fazer
mais vale o inútil do fazer.

(João Cabral de Melo Neto)

Texto para as questões de 17 a 20:

            Levo ou não levo, é isso. Talvez seja melhor sofrer a sorte da gente de qual­quer jeito, porque deve estar escrito. Ou é melhor brigar com tudo e acabar com tudo. Morrer é como que dormir e dormindo é quando a gente termina as con­sumições, por isso é que a gente sempre quer dormir. Só que dormir pode dar so­nhos e aí fica tudo no mesmo. Por isso é que é melhor morrer, porque não tem so­nhos, quando a gente solta a alma e tudo finda. Porque a vida é comprida demais e tem desastres. Quem aguenta a velhice que vai chegando, os espotismos e as or­dens falsas, a dor de corno, as demoras em tudo, as coisas que não se entende e a in­gratidão, quando a gente não merece, se a gente mesmo pode se despachar, até com uma faca? Quem é que aguenta esse peso, nessa vida que só dá suor e briga? Quem aguenta é quem tem medo da morte, por­que de lá nenhum viajante voltou e isso é que enfraquece a vontade de morrer. E aí a gente vai suportando as coisas ruins, só para não experimentar outras, que a gente não conhece ainda. E é pensando que a gente fica frouxo e a vontade de brigar se amarela quando se assunta nisso, e o que a gente resolveu fazer, quando a gente se lembra disso e se desvia e acaba não se fazendo nada.

(João Ubaldo Ribeiro, Sargento Getúlio, RJ, Nova Fron­teira)

Questão 17 - Assinale a alternativa cuja afirmação NÃO seja condizente com o texto:

a) o dilema inicial do narrador oscila en­tre ser obrigado a se sujeitar ao destino, que já está escrito, e enfrentar a tudo e a todos.
b) o narrador protagonista estabelece um paralelo entre “morrer” e “dormir”, já que em ambos haveria a ideia de fim.
c) “dormir” acaba sendo uma fuga para as “consumições”, ou seja, aquilo que con­some o ser humano, como os sofrimentos.
d) a morte é encarada como superior ao sono, uma vez que neste os sonhos não alterariam o quadro catastrófico da vida e naquela tudo findaria.
e) o peso da existência se dá pelo fato de a vida não ser efêmera, além de conter mui­tos “suores” e “brigas”.

Questão 18 - O trecho: “Quem aguenta a velhice que vai chegando, os espotismos e as or­dens falsas, a dor de corno, as demoras em tudo, as coisas que não se entende e a ingratidão, quando a gente não mere­ce, se a gente mesmo pode se despachar, até com uma faca?” relata os desastres da vida. Nele só não houve menção:

a) ao autoritarismo e às mentiras.    b) à traição conjugal.
c) ao desconhecido.                         d) ao suicídio.              e) à fugacidade do tempo

Questão 19 - Assinale a afirmação CORRETA:

a) os questionamentos do narrador sobre a vida ganham uma evolução até desembo­car na vontade de morrer.
b) a constatação de que na morte não há vol­ta faz as pessoas preferirem a vida e de­sistirem decididamente da morte.
c) o medo da morte e, sobretudo, do desco­nhecido faz com que as pessoas supor­tem os desastres da vida.
d) os reveses da vida impelem o indivíduo a ser frouxo, a abdicar das iniciativas e, por fim, a não fazer nada.
e) a sucessão de perguntas traduz a falta de respostas do narrador para os enigmas da vida após a morte.

Questão 20 - Aforismo é uma sentença moral breve e conceituosa, soando como máxima, como verdade. Das frases abaixo a única que NÃO pode ser considerada aforismo é:

a) Morrer é como que dormir e dormindo é quando a gente termina as consumições...
b) Levo ou não levo, é isso.
c) Porque a vida é comprida demais e tem desastres.
d) Quem aguenta é quem tem medo da mor­te, porque de lá nenhum viajante voltou...
e) E é pensando que a gente fica frouxo...


PREPARE-SE PARA OS PRINCIPAIS VESTIBULARES DO PAÍS. ADQUIRA AGORA MESMO O PROGRAMA 500 TEMAS DE REDAÇÃO!

https://www.facebook.com/Veredas-da-L%C3%ADngua-229251657086673/

Tema de redação — ESPM — 1º Semestre de 2014

Tema de redação — ESPM — 1º Semestre de 2014


PROVA DE REDAÇÃO

TEMA 1

O Esporte pode mudar o Brasil

“O Brasil terá uma grande oportunidade pela frente: a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. O simples fato de hospedar esses eventos já é motivo de orgulho para o país. A realização de um megaevento pode ser um catalisador de mudanças para uma cidade, um Es­tado, um país. Temos o exemplo de Barcelona, seu processo de reestruturação urbana, que mudou a imagem da Espanha no mundo.”

Fonte: Raí Oliveira, Magic Paula, Ana Moser e Joaquim Cruz. Folha de S. Paulo- Tendências e Debates

PROPOSTA: Com base nas informações do texto e em outras de seu conhecimento sobre o assunto, elabore um texto dissertativo que apresente considerações sobre a seguinte questão:

Quais seriam os resultados duradouros que um evento como a Copa do Mundo deve deixar para o Brasil?

TEMA 2

Reflexos da Crise

“Os movimentos que invadiram as ruas desde junho deixaram um legado que não se deve ignorar: a consciência de boa parte da população de que o Estado aplica mal os recursos obtidos com a arreca­dação de impostos. Nas grandes metrópoles, o recado das ruas se mostra ainda mais claro: há uma enor­me insatisfação da população com a baixa qualidade de vida. O Brasil exibe acelerado desenvolvimento urbano (a urbanização alcança 84% da sociedade), a cobertura da educação fundamental praticamente foi universalizada e o acesso à informação se ampliou radicalmente, ancorado em boa medida nos efei­tos da privatização da telefonia e das novas formas de comunicação. Nesse novo cenário, a população passou a exigir cada vez mais acesso a bens e serviços de quali­dade, especialmente serviços públicos.”

Fonte: Merval Pereira – Jornal O Globo – 31.8.2013.

PROPOSTA: Elabore um texto dissertativo que apresente considerações sobre a seguinte questão:

Quais recados das ruas haveria, além desses que o jornalista Merval Pereira apresenta em seu texto?

ORIENTAÇÕES:

ü    Escolha um dos temas acima e desenvolva uma dissertação com o mínimo de 20 linhas e o máximo de 30 linhas, considerando-se letra de tamanho regular.
ü Assinale o tema escolhido (1 ou 2) nos quadradinhos correspondentes (próxima página).
ü Dê um título sugestivo e criativo à sua redação.
ü Defenda ou refute as ideias apresentadas através de uma dissertação integrada, coeren­te, organizada e estruturada. Fundamente suas ideias com argumentos, sem sair do tema. Aderência ao tema é um dos itens de avaliação.
ü Importante: Não há uma resposta ou alternativa certa ou errada a ser encontrada. Não vamos julgar suas opiniões, mas sua capacidade de análise e argumentação.


PREPARE-SE PARA OS PRINCIPAIS VESTIBULARES DO PAÍS. ADQUIRA AGORA MESMO O PROGRAMA 500 TEMAS DE REDAÇÃO!



Leia também:

Tema de redação — FUVEST - 2014
Temas de redação — FUVEST — 2009 - 2012
Tema de redação — FATEC - 2015 - 1º Semestre
Temas de redação — Mackenzie - 2014
TEMAS DE REDAÇÃO DO ENEM – 2010 A 2011
TEMAS DE REDAÇÃO DO ENEM – 2006 A 2009

Tema de redação — ESPM — 2º Semestre de 2013

Tema de redação — ESPM — 2º Semestre de 2013


PROVA DE REDAÇÃO

TEMA 1

Celular afasta as pessoas e prejudica relacionamentos

            É difícil encontrar alguém hoje em dia sem seu telefone celular.
            As pessoas o levam na mão, como um sexto dedo,ou colocado ao ouvido, ou vibrando e tocando no bolso da calça. Quase ninguém quer se separar dele. É como se algo terrível pudesse acontecer se tocar e não responderem.
            Todos nos sentimos rejeitados quando,no meio da conversa,alguém prefere atender o telefone em vez de ignorá-lo. A mensagem é clara: quem está longe me importa mais que você. Se você conversa com alguém que não larga o celular,sabe que a qualquer momento poderá ser interrompido. Você vale menos que a próxima ligação.

Jorge Ramos uol/blogs-e-colunas.

PROPOSTA: Com base nas informações do texto e em seus conhecimentos sobre o assunto, redija um texto dissertativo que discuta a seguinte questão:

“A presença do celular é uma evidência de aproximação ou de afastamento entre as pessoas?”

TEMA 2

As empresas e o desafio da sustentabilidade.

            Há amplas evidências que sugerem um entendimento da comunidade empresarial da gravidade da situação ambiental.
            Salvar o mundo é bom para a economia? Precisamos ouvir o que os cientistas então dizendo. Devemos incorporar as melhores provas que a ciência pode nos dar na definição de prioridades para soluções sustentáveis.
            Em uma época de globalização as empresas têm que trabalhar com os consumidores em todo o mundo para ajudá-los a compreender melhor os impactos das decisões que eles fazem no processo de compra.

Peter Bakker – Presidente do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável.- Jornal O Globo 7/5/13.

PROPOSTA: Elabore um texto dissertativo, apresentando argumentos e considerações sobre a pergunta:

“É possível conciliar consciência socioambiental e consumo?”

ORIENTAÇÕES:

ü    Escolha um dos temas acima e desenvolva uma dissertação com o mínimo de 20 linhas e o máximo de 30 linhas, considerando-se letra de tamanho regular.
ü Assinale o tema escolhido (1 ou 2) nos quadradinhos correspondentes (próxima página).
ü Dê um título sugestivo e criativo à sua redação.
ü Defenda ou refute as ideias apresentadas através de uma dissertação integrada, coeren­te, organizada e estruturada. Fundamente suas ideias com argumentos, sem sair do tema. Aderência ao tema é um dos itens de avaliação.
ü Importante: Não há uma resposta ou alternativa certa ou errada a ser encontrada. Não vamos julgar suas opiniões, mas sua capacidade de análise e argumentação.


PREPARE-SE PARA OS PRINCIPAIS VESTIBULARES DO PAÍS. ADQUIRA AGORA MESMO O PROGRAMA 500 TEMAS DE REDAÇÃO!



Leia também:

Tema de redação — FUVEST - 2014
Temas de redação — FUVEST — 2009 - 2012
Tema de redação — FATEC - 2015 - 1º Semestre
Temas de redação — Mackenzie - 2014
TEMAS DE REDAÇÃO DO ENEM – 2010 A 2011
TEMAS DE REDAÇÃO DO ENEM – 2006 A 2009

PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA — ESPM — 1º Semestre de 2015

PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA — ESPM — 1º Semestre de 2015


Texto para as questões de 1 a 5:

            Numa sociedade fortemente hierarqui­zada, onde as pesso­as se ligam entre si e essas ligações são consideradas como fundamentais (valen­do mais, na verdade, do que as leis universalizantes que go­vernam as instituições e as coisas), as relações entre senhores e escravos po­diam se realizar com muito mais “intimi­dade, confiança e consideração”. Aqui, o senhor não se sente ameaçado ou cul­pado por estar submetendo um outro homem ao trabalho escravo, mas, mui­to pelo contrário, ele vê o negro como seu “complemento natural”, como um “outro” que se dedica ao trabalho duro, mas complementar às suas próprias ati­vidades que são as do espírito. Assim a lógica do sistema de relações sociais no Brasil é a de que pode haver intimida­de entre senhores e escravos, superiores e inferiores, porque o mundo está real­mente hierarquizado, tal qual o céu da Igreja Católica, também repartido e tota­lizado em esferas, círculos, planos, todos povoados por anjos, arcanjos, querubins, santos de vários méritos etc., sendo tudo consolidado na Santíssima Trindade, todo e parte ao mesmo tempo; igualda­de e hierarquia dados simultaneamente. O ponto crítico de todo nosso sistema é a sua profunda desigualdade.(...)
            Neste sistema, não há necessidade de segregar o mestiço, o mulato, o índio e o ne­gro, porque as hierarquias asseguram a supe­rioridade do branco como grupo dominante.

(Roberto da Matta, Relativizando - Uma Introdução à Antropologia Social)

Questão 01 - Conforme o autor:

a) Numa sociedade, em que as ligações são mais importantes do que as leis univer­sais, não existem hierarquias.
b) Os senhores e escravos se estimam quan­do há intimidade, confiança e consideração e, portanto, não há discriminação social.
c) Hierarquia, intimidade, confiança e consi­deração não estão necessariamente em oposição.
d) Só há discriminação social quando as leis que governam valem menos que as liga­ções entre as pessoas.
e) Quando leis universalizantes são conside­radas fundamentais, então é possível ha­ver intimidade, confiança e consideração.

Questão 02 - Segundo o texto:

a) O escravo nunca ameaçava o senhor quan­do havia intimidade, confiança e considera­ção.
b) As relações familiares criadas entre se­nhores e escravos acabaram lançando as bases das leis universalizantes.
c) Em sistemas sociais fortemente hierarqui­zados, o trabalho escravo substituía as ati­vidades do espírito.
d) Em sociedade hierarquizada, senhores e escravos eram percebidos naturalmente como complementares.
e) Hierarquia e complementaridade são for­mas naturais de relações sociais.

Questão 03 - Depreende-se do texto que:

a) o sentimento de culpa do senhor, gerado pelo grau de intimidade com o negro es­cravo, ficava escamoteado.
b) a ideia de trabalho escravo era relativiza­da pelas relações existentes entre senho­res e escravos.
c) a Igreja Católica possui um modelo hie­rárquico herdado de um sistema escravo­crata de relações.
d) dadas as relações amistosas, havia, em­bora de modo parcial, igualdade entre se­nhores e escravos.
e) numa sociedade em que um grupo social é superior, justifica-se manter a segrega­ção de grupos considerados inferiores.

Questão 04 - “igualdade e hierarquia dados simulta­neamente. O ponto crítico de todo nosso sistema é a sua profunda desigualdade.” No contexto, ao fazer essa afirmação, o autor dá a entender que:

a) caiu em contradição nos seus postulados.
b) hierarquia e desigualdade são antônimos.
c) hierarquia deveria ser simultânea a desi­gualdade.
d) o ponto crítico da igualdade é a desigual­dade.
e) a igualdade a que se refere é apenas apa­rente.

Questão 05 - O vocábulo “Aqui” no segundo período se reporta a:

a) “relações entre senhores e escravos” b) “sociedade fortemente hierarquizada”
c) “leis universalizantes”                       d) “instituições e coisas”                          e) “trabalho duro”

Texto para as questões de 6 a 10:

O PATO SOCIAL

            Amigos que atuam no mercado editorial e na imprensa de Lisboa, externando com bom humor a sua indignação, argumenta­vam: “Queremos igualdade de condições e direitos. Se não podemos ser ‘exactos’ em nosso idioma, então vocês não podem ter um ‘pacto’, mas, sim, um pato social”.
            Avicultura sociopolítica à parte, os lusos, a despeito de seus questionamentos, e os demais governos da Comunidade dos Paí­ses de Língua Portuguesa, com exceção de Angola, já ratificaram o acordo ortográfico. O mais importante de tudo isso é entender que as mudanças que unificaram a ortografia não alteraram a gramática e a riqueza do portu­guês, com sua multiplicidade de expressões homônimas e parônimas e infinitas possibili­dades sintáticas para a composição das fra­ses e sentenças.
            Ademais, o alto grau de redundância linguística de nosso idioma permite que os textos sejam lidos rapidamente e na diago­nal, sem prejuízo de se assimilar a informa­ção mínima, e também facilita o mecanismo da previsibilidade (ou seja, mesmo quando faltam letras numa palavra, o leitor consegue ler de maneira correta). Tudo isso vai a favor do consenso nacional quanto à necessidade de estimular a leitura.
            Considerando a adequada e rápida adaptação do Brasil e levando-se em conta que até os portugueses já ratificaram o acordo ortográfico, são incompreensíveis as propos­tas que às vezes surgem no nosso Legislati­vo ou na retórica de pretensos estudiosos do tema, de se produzirem novas mudanças.

(Karine Pansa, Folha de SP, adaptado, 19.08.2014)

Questão 06 - De uma leitura atenta do texto, pode-se afir­mar que:

a) o mercado editorial e a imprensa de Lis­boa defendem uma igualdade de direitos sociopolíticos.
b) os portugueses resolveram não aderir à reforma ortográfica da língua portuguesa.
c) o acordo ortográfico trouxe padronização da ortografia, mas também mudanças sig­nificativas na estrutura gramatical.
d) a multiplicidade de expressões homôni­mas e parônimas é que tornam complexa a língua portuguesa.
e) os lusitanos reivindicam uma paridade de mudanças ortográficas em Portugal e no Brasil.

Questão 07 - Pode-se afirmar que segundo a autora do texto:

a) a elevada redundância linguística trabalha a favor da contextualização do vocábulo.
b) a supressão de uma letra altera totalmen­te o significado de uma palavra.
c) o leitor possui uma capacidade limitada de previsibilidade para uma palavra.
d) a rápida adaptação do Brasil ao acordo ortográfico estimulou novas propostas pelo Legislativo.
e) novas mudanças linguísticas deveriam ser encaminhadas às autoridades para esti­mular a leitura no país.

Questão 08 - No trecho: "Avicultura sociopolítica à par­te, os lusos, a despeito de seus questiona­mentos, ...", a expressão em negrito pode ser substituída, sem prejuízo semântico, por:

a) à custa de   b) apesar de   c) à procura de   d) a respeito de   e) no âmbito de

Questão 09 - Na última linha, o segmento “retórica de pre­tensos estudiosos do tema” possui um tom:

a) de elogio, significando a arte de conven­cer de pesquisadores sábios.
b) exortativo, significando detentores do sa­ber que possuem o dom da oratória.
c) irônico, significando o discurso pomposo de supostos estudiosos.
d) pejorativo, significando esforçados estu­dantes com surpreendente eloquência.
e) crítico, significando o discurso ardiloso de linguistas soberbos.

Questão 10 - Assinale o item em que o par de vocábulos não seja exemplo de palavras parônimas, mas sim de homônimas:

a) pacto – pato                  b) ratificar – retificar 
c) cumprido – comprido   d) são (verbo ser) – são (santo)   e) descrição – discrição


Questão 11 - Assinale a opção não aceita pelas normas de Concordância Verbal:

a) Pesquisa aponta que 92,7% dos brasileiros querem a redução da maioridade penal.
b) Pesquisa aponta que 92,7% da população quer a redução da maioridade penal.
c) Mesma pesquisa mostra que 49,7% se apresentam contrários a união civil de pessoas de mesmo sexo.
d) A maioria (54,2%) se revelou também contra a aprovação de uma lei permitindo o casamento de pessoas do mesmo sexo.
e) ONU: um terço dos alimentos produzidos no mundo são desperdiçados anualmente.

Questão 12 -

(Folha de S.Paulo, 31.05.2014)
A charge acima é passível de ser interpreta­da como ironizando:

I. A presunção do ministro, ao considerar­-se possuidor de poderes semelhantes a Cristo, quando este ressuscitou depois de três dias.
II. O modo ardiloso, além de certa arrogân­cia, a que o ministro recorre para, ante uma provável condenação ética, “desa­parecer” e “reaparecer” politicamente num curto espaço de tempo.
III. A falácia do discurso político, o qual su­bentende repetidas promessas e planos, ante um grupo de jornalistas ávidos por mudanças.

a) apenas a I está correta.    b) apenas a II está correta.
c) I e II corretas.                  d) I e III corretas.                 e) todas estão corretas.

Questão 13 - Assinale o item em que ocorreu uma con­cordância não gramatical, ou seja, uma con­cordância com a ideia:

a) Penso que todos acreditamos que o futu­ro está nas mãos das nossas crianças, dos nossos jovens.
b) Criminalidade e violência não se combatem com prisão, afirma pesquisa­dora da UFABC.
c) Os Estados Unidos preparam opções mili­tares para pressionar o Estado islâmico na Síria.
d) Analistas avaliam que corrupção eleito­ral e despreparo da população ainda são obstáculos para o voto facultativo.
e) A inadimplência nas operações bancárias das pessoas físicas subiu 6,6% em julho.

Texto para as questões 14 e 15:

            (...) era o Leonardo Pataca. Chamavam assim a uma rotunda e gordíssima perso­nagem de cabelos brancos e carão aver­melhado, que era o decano da corporação, o mais antigo dos meirinhos(¹) que viviam nesse tempo. (...) Fora Leonardo algibe­be(²) em Lisboa, sua pátria; aborreceu-se porém do negócio, e viera ao Brasil. Aqui chegando, não se sabe por proteção de quem, alcançou o emprego de que o ve­mos empossado, e que exercia, como dis­semos, desde tempos remotos.

(Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antonio de Almeida) ¹meirinho = funcionário da justiça. ²algibebe = vendedor de roupas baratas; mascate.

Questão 14 - No trecho acima, podem ser detectados ele­mentos característicos que fazem com que a obra em questão se afaste dos padrões românticos. Assinale o item que NÃO seria responsável por esse afastamento:

a) descrição física não idealizada da perso­nagem.
b) uso de apelido incorporado ao nome.
c) passado não digno de um herói tradicional.
d) cargo conseguido não por conquistas, mas por privilégios.
e) ser o mais antigo dos meirinhos que vi­viam nesse tempo.

Questão 15 - Na frase: “Fora Leonardo algibebe(²) em Lisboa, sua pátria;...”, a forma verbal em ne­grito pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:

a) tinha ido    b) tinha sido     c) seria     d) foi     e) iria

            – O homem – notou Lentz a sorrir com ar de triunfo – há de sempre destruir a vida para criar a vida. E depois, que alma tem esta árvore? E que tivesse... Nós a elimina­ríamos para nos expandirmos.
            E Milkau disse com a calma da resig­nação:
            – Compreendo bem que é ainda a nos­sa contingência essa necessidade de ferir a Terra, de arrancar do seu seio pela força e pela violência a nossa alimentação; mas virá o dia em que o homem, adaptando-se ao meio cósmico por uma extraordinária longevidade da espécie, receberá a força orgânica da sua própria e pacífica harmo­nia com o ambiente, como sucede com os vegetais; e então dispensará para subsistir o sacrifício dos animais e das plantas. Por ora nos conformaremos com este momen­to de transição... Sinto dolorosamente que, atacando a Terra, ofendo a fonte da nossa própria vida, e firo menos o que há de ma­terial nela do que o seu prestígio religioso e imortal na alma humana...

(Graça Aranha, Canaã)

Questão 16 - No trecho acima, duas personagens alemãs expõem suas posições filosóficas antagôni­cas a respeito do mundo e do homem. No fragmento discutem a necessidade ou não do corte das árvores. Assinale a afirmação NÃO condizente:

a) Enquanto Lentz tem espírito agressivo, destruidor, Milkau é humanista, sensível.
b) Lentz defende a “lei do mais forte”, justi­ficando que para haver vida é preciso ha­ver morte.
c) Milkau se mostra reticente sobre uma fu­tura integração entre homem e natureza.
d) Há uma visão antecipatória de que agredir o Planeta significa agredir o próprio ho­mem.
e) Enquanto Lentz se mostra mais soberbo, Milkau tem uma postura mais humilde.

Questão 17 Do léxico de Cruz e Sousa, especial­mente o dos primeiros livros, já se disse que, além da presença explicável de termos litúr­gicos, traía a obsessão do branco, fator co­mum a tantas de suas metáforas (...) Ao que se pode acrescer a não menor frequência de objetos luminosos ou translúcidos. (Alfredo Bosi, História Concisa da Literatura Brasileira)

Os versos que confirmam de modo mais pre­ciso as características apontadas no texto são:

a) Ó Formas alvas, brancas. Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!...
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras... (“Antífona”)
b) Para as Estrelas de cristais gelados
As ânsias e os desejos vão subindo,
Galgando azuis e siderais noivados
De nuvens brancas a amplidão vestindo. (“Siderações”)
c) Nesse lábio mordente e convulsivo,
Ri, ri risadas de expressão violenta
O Amor, trágico e triste, e passa, lenta,
A morte, o espasmo gélido, aflitivo... (“Lés­bia”)
d) Alma! Que tu não chores e não gemas,
Teu amor voltou agora.
Ei-lo que chega das mansões extremas,
Lá onde a loucura mora! (“Ressurreição”)
e) As minhas carnes se dilaceraram
E vão, das llusões que flamejaram,
Com o próprio sangue fecundando as ter­ras...(“Clamando”)

Texto para as questões de 18 a 20:

            Sou homem de tristes palavras. De que era que eu tinha tanta, tanta culpa? Se o meu pai, sempre fazendo ausência: e o rio-rio-rio — o rio — pondo perpétuo. Eu sofria já o co­meço da velhice — esta vida era só o demo­ramento. Eu mesmo tinha achaques, ânsias, cá de baixo, cansaços, perrenguice de reu­matismo. E ele? Por quê? Devia de padecer demais. De tão idoso, não ia, mais dia menos dia, fraquejar do vigor, deixar que a canoa emborcasse, ou que bubuiasse sem pulso, na levada do rio, para se despenhar horas abai­xo, em tororoma e no tombo da cachoeira, brava, com o fervimento e morte. Apertava o coração. Ele estava lá, sem a minha tranquili­dade. Sou o culpado do que nem sei, de dor em aberto, no meu foro. Soubesse — se as coisas fossem outras. E fui tomando idéia.

(ROSA, João Guimarães. “A Terceira Margem do Rio”, Primeiras estórias, Nova Fronteira, 2005)

Questão 18 - O personagem sente-se:

a) humilhado pela atitude vigorosa do pai.
b) solitário, por ser muito idoso.
c) obstinado, à procura do pai.
d) obcecado pela ideia da morte próxima.
e) culpado, embora não consiga identificar sua falta.

Questão 19 - Segundo o texto, o personagem:

a) divaga sobre as palavras tristes.
b) teme pela vida de seu pai, dadas as doen­ças.
c) crê que a verdadeira razão de tudo é a sua idade avançada.
d) talvez quisesse transmitir a própria tran­quilidade ao pai.
e) desvia sua atenção para o rio, a fim de es­quecer a ausência do pai.

Questão 20 - No trecho acima, só NÃO pode ser constatado(a)(s):

a) narrador-personagem em primeira pes­soa.
b) tom de oralidade com longas orações su­bordinadas.
c) linguagem elíptica.
d) neologismos.
e) repetição enfática das palavras.


PREPARE-SE PARA OS PRINCIPAIS VESTIBULARES DO PAÍS. ADQUIRA AGORA MESMO O PROGRAMA 500 TEMAS DE REDAÇÃO!

https://www.facebook.com/Veredas-da-L%C3%ADngua-229251657086673/