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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

TEMAS DE REDAÇÃO DO ENEM – 2002 A 2005


TEMAS DE REDAÇÃO DO ENEM DE 2002 A 2005

REDAÇÃO – ENEM 2002


 Comício pelas Diretas Já, em São Paulo, 1984.

   Para que existam hoje os direitos políticos, o direito de votar e ser votado, de escolher seus governantes e representantes, a sociedade lutou muito.

www.iarabernardi.gov.br. 01/03/02.

A política foi inventada pelos humanos como o modo pelo qual pudessem expressar suas diferenças e conflitos sem transformá-los em guerra total, em uso da força e extermínio recíproco. (...) A política foi inventada como o modo pelo qual a sociedade, internamente dividida, discute, delibera e decide em comum para aprovar ou reiterar ações que dizem respeito a todos os seus membros.

Marilena Chauí. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1994.

A democracia é subversiva. … subversiva no sentido mais radical da palavra. Em relação à perspectiva política, a razão da preferência pela democracia reside no fato de ser ela o principal remédio contra o abuso do poder. Uma das formas (não a única) é o controle pelo voto popular que o método democrático permite pôr em prática. Vox populi vox dei.

Norberto Bobbio. Qual socialismo? Discussão de uma alternativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983. Texto adaptado.

Se você tem mais de 18 anos, vai ter de votar nas próximas eleições. Se você tem 16 ou 17 anos, pode votar ou não. O mundo exige dos jovens que se arrisquem. Que alucinem. Que se metam onde não são chamados. Que sejam encrenqueiros e barulhentos. Que, enfim, exijam o impossível.
Resta construir o mundo do amanhã. Parte desse trabalho é votar. Não só cumprir uma obrigação. Tem de votar com hormônios, com ambição, com sangue fervendo nas veias.  Para impor aos vitoriosos suas exigências – antes e principalmente depois das eleições.

André Forastieri. Muito além do voto. Época. 6 de maio de 2002. Texto adaptado.

Considerando a foto e os textos apresentados, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais de que o Brasil necessita? 

Ao desenvolver o tema, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação.
Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões, e elabore propostas para defender seu ponto de vista.

Observações:
  Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da modalidade escrita culta da língua.
  O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.
  O texto deverá ter no mínimo 15 (quinze) linhas escritas.
  A redação deverá ser apresentada a tinta e desenvolvida na folha própria.
  O rascunho poderá ser feito na última página deste Caderno.

REDAÇÃO – ENEM 2003

Para desenvolver o tema da redação, observe o quadro e leia os textos apresentados a seguir:


Entender a violência, entre outras coisas, como fruto de nossa horrenda desigualdade social, não nos leva a desculpar os criminosos, mas poderia ajudar a decidir que tipo de investimentos o Estado deve fazer para enfrentar o problema: incrementar violência por meio da repressão ou tomar medidas para  sanear alguns problemas sociais gravíssimos?

(Maria Rita Kehl. Folha de S. Paulo)

Ao expor as pessoas a  constantes ataques à sua integridade física e moral, a violência começa a gerar expectativas, a fornecer padrões de respostas. Episódios truculentos e situações-limite passam a ser imaginados e repetidos com o fim de legitimar a idéia de que só a força resolve conflitos. A violência torna-se um item obrigatório  na  visão  de mundo que nos é transmitida.  O problema, então, é entender como chegamos a esse ponto.  
Penso que a questão crucial, no momento, não é a de saber o que deu origem ao jogo da violência, mas a de saber como parar um jogo que a maioria, coagida ou não, começa a querer continuar jogando.

(Adaptado de Jurandir Costa. O medo social.)

Considerando a leitura do quadro e dos textos, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo?

Instruções:
• Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo
de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de
vista, elaborando propostas  para  a  solução do problema discutido em seu texto. Suas propostas devem
demonstrar respeito aos direitos humanos.
• Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da modalidade escrita culta da língua
portuguesa.
• O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou de narrativa.
• O texto deverá ter no mínimo 15 (quinze) linhas escritas.
• A redação deverá ser apresentada a tinta e desenvolvida na folha própria.
• O rascunho poderá ser feito na última folha deste Caderno.

REDAÇÃO – ENEM 2004

Leia com atenção os seguintes textos:

 Galhardo. 2004.

Os programas sensacionalistas do rádio e os programas policiais de final da tarde em televisão saciam curiosidades perversas e até mórbidas tirando sua matéria-prima do drama de cidadãos humildes que aparecem nas delegacias como suspeitos de pequenos crimes. Ali, são entrevistados por intimidação. As câmeras invadem barracos e cortiços, e gravam sem pedir licença a estupefação de famílias de baixíssima renda que não sabem direito o que se passa: um parente é suspeito de estupro, ou o vizinho acaba de ser preso por tráfico, ou o primo morreu no massacre de fim de semana no bar da esquina. A polícia chega atirando; a mídia chega filmando. 

Eugênio Bucci. Sobre ética e imprensa. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

Quem fiscaliza [a imprensa]? Trata-se de tema complexo porque remete para a questão da responsabilidade não só das empresas de comunicação como também dos jornalistas. Alguns países, como a Suécia e a Grã-Bretanha, vêm há anos tentando resolver o problema da responsabilidade do jornalismo por meio de mecanismos que incentivam a auto-regulação da mídia.

http://www.eticanatv.org.br  Acesso em 30/05/2004.

No Brasil, entre outras organizações, existe o Observatório da Imprensa – entidade civil, não-governamental  e nãopartidária –, que pretende acompanhar  o desempenho da mídia brasileira. Em sua página eletrônica , lê-se:
Os meios de comunicação de massa são majoritariamente produzidos por empresas privadas cujas decisões atendem legitimamente aos desígnios de seus acionistas ou representantes. Mas o produto jornalístico é, inquestionavelmente, um serviço público, com garantias e privilégios específicos previstos na Constituição Federal, o que pressupõe contrapartidas em deveres e responsabilidades sociais.

http://www.observatorio.ultimosegundo.ig.com.br (adaptado)  Acesso em 30/05/04.

Incisos do Artigo 5º da Constituição Federal de 1988:

IX –  é livre a expressão da atividade  intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
X –  são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.

Com base nas ideias presentes nos textos acima, redija uma dissertação em prosa sobre o seguinte tema: Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação?

Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas.

Observações:
  Seu texto deve ser escrito na modalidade culta da língua portuguesa.
  O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.
  O texto deverá ter no mínimo 15 (quinze) linhas escritas.
  A redação deverá ser apresentada a tinta e desenvolvida na folha própria.
  O rascunho poderá ser feito na última folha deste Caderno.

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REDAÇÃO – ENEM 2005

Leia com atenção os seguintes textos:


“A crueldade do trabalho infantil é um pecado social grave em nosso País. A dignidade de milhões de crianças brasileiras está sendo roubada diante do desrespeito aos direitos humanos fundamentais que não lhes são reconhecidos: por culpa do poder público, quando não atua de forma prioritária e efetiva, e por culpa da família e da sociedade, quando se omitem diante do problema ou quando simplesmente o ignoram em decorrência da postura individualista que caracteriza os regimes sociais e políticos do capitalismo contemporâneo, sem pátria e sem conteúdo ético.”  

(Xisto T. de Medeiros Neto. A crueldade do trabalho infantil. Diário de Natal. 21/10/2000.)

“Submetidas aos constrangimentos da miséria e da falta de alternativas de integração social, as famílias optam por preservar a integridade moral dos filhos, incutindo-lhes valores, tais como a dignidade, a honestidade e a honra do trabalhador. Há um investimento no caráter moralizador e disciplinador do trabalho, como tentativa de evitar que os filhos se incorporem aos grupos de jovens marginais e delinqüentes, ameaça que parece estar cada vez mais próxima das portas das casas.” 

(Joel B. Marin. O trabalho infantil na agricultura moderna. www.proec.ufg.br.)

“Art. 4o. – É dever da família, da comunidade, da sociedade  em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.”

(Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990.)

Com base nas ideias presentes nos textos acima, redija uma dissertação sobre o tema: 
O trabalho infantil na realidade brasileira.

Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos.

Observações:
• Seu texto deve ser escrito na modalidade padrão da língua portuguesa.
• O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.
• O texto deve ter, no mínimo, 15 (quinze) linhas escritas.
• A redação deve ser desenvolvida na folha própria e apresentada a tinta.
• O rascunho pode ser feito na última folha deste Caderno.

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Leia também:

Texto: “O Diamante” – Luis Fernando Verissimo

O Diamante

   Um dia, Maria chegou em casa da escola muito triste. 
   - "O que foi?" perguntou a mãe de Maria. 
   Mas Maria nem quis conversa. Foi direto para o seu quarto, pegou o seu Snoopy e se atirou na cama, onde ficou deitada, emburrada. A mãe de Maria foi ver se Maria estava com febre. Não estava. Perguntou se Maria estava sentindo alguma coisa. Não estava. Perguntou se estava com fome. Não estava. Perguntou o que era, então.   
   - "Nada" disse Maria. 
   A mãe resolveu não insistir. Deixou Maria deitada na cama, abraçada com o seu Snoopy, emburrada. Quando o pai de Maria chegou em casa do trabalho a mãe de Maria avisou: 
   - "Melhor nem falar com ela..." 
   Maria estava com cara de poucos amigos. Pior, estava com cara de amigo nenhum. 
   Na mesa do jantar, Maria de repente falou: 
   - "Eu não valo nada."
   O pai de Maria disse: 
   - "Em primeiro lugar, não se diz 'eu não valo nada'. É 'eu não valho nada'. Em segundo lugar, não é verdade. Você valhe muito. Quer dizer, vale muito." 
   - "Não valho." 
   - "Mas o que é isso?" disse a mãe de Maria. "Você é a nossa filha querida. Todos gostam de você. A mamãe, o papai, a vovó, os tios, as tias. Para nós, você é uma preciosidade." 
   Mas Maria não se convenceu. Disse que era igual a mil outras pessoas. A milhões de outras pessoas. 
   - "Só na minha aula tem sete Marias." 
   - "Querida..." começou a dizer a mãe. Mas o pai interrompeu. 
   - "Maria, disse o pai, você sabe por que um diamante vale tanto dinheiro?" 
   - "Porque é bonito." 
   - "Porque é raro. Um pedaço de vidro também é bonito. Mas o vidro se encontra em toda parte. Um diamante é difícil de encontrar. Quanto mais rara é uma coisa, mais ela vale. Você sabe por que o ouro vale tanto?" 
   - "Por quê?" 
   - "Porque tem pouquíssimo ouro no mundo. Se o ouro fosse como areia, a gente ia caminhar no ouro, ia rolar no ouro, depois ia chegar em casa e lavar o ouro do corpo para não ficar suja.      
Agora, imagina se em todo o mundo só existisse uma pepita de ouro." 
   - "Ia ser a coisa mais valiosa do mundo."
   - "Pois é. E em todo o mundo só existe uma Maria." 
   - "São iguais a mim. Dois olhos, um nariz..." 
   - "Mas esta pintinha aqui nenhuma delas tem." 
   - "É..." 
   - "Você já se deu conta que em todo mundo só existe uma você?" 
   - "Mas, pai..." 
   - "Só uma. Você é uma raridade. Podem existir outras parecidas. Mas você, você mesmo, só existe uma. Se algum dia aparecer outra você na sua frente, você pode dizer: é falsa."
   - "Então eu sou a coisa mais valiosa do mundo." 
   - "Olha, você deve estar valendo aí uns três trilhões..." 
Naquela noite a mãe de Maria passou perto do quarto dela e ouviu Maria falando com o Snoopy: 
   - "Sabe um diamante?"

(Luis Fernando Verissimo)

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Leia também:

Quadras de Fernando Pessoa
“O Quinze” – Rachel de Queiroz

TEMAS DE REDAÇÃO DO ENEM – 1998 A 2001

TEMAS DE REDAÇÃO DO ENEM DE 1998 A 2001

REDAÇÃO – ENEM 1998

O QUE É O QUE É

(...)
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
a beleza de ser um eterno aprendiz
Eu sei
que a vida devia ser bem melhor
e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita

Luiz Gonzaga Jr. (Gonzaguinha)

Redija um texto dissertativo, sobre o tema “Viver e Aprender”, no qual você exponha suas idéias de forma clara, coerente e em conformidade com a norma culta da língua, sem se remeter a nenhuma expressão do texto motivador “O Que É O Que É”.
Dê um título à sua redação, que deverá ser apresentada a tinta e desenvolvida na folha anexa ao Cartão-Resposta. Você poderá utilizar a última página deste Caderno de Questões para rascunho. Você poderá utilizar a última página deste Caderno de Questões para rascunho.

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REDAÇÃO – ENEM 1999


 
(HENFIL. Fradim. Ed. Codecri, 1997, n. 20)

O encontro “Vem ser cidadão” reuniu 380 jovens de 13 Estados, em Faxinal do Céu (PR). Eles foram trocar experiências sobre o chamado protagonismo juvenil.
O termo pode até parecer feio, mas essas duas palavras significam que o jovem não precisa de adulto para encontrar o seu lugar e a sua forma de intervir na sociedade. Ele pode ser protagonista.

([Adaptado de] ”Para quem se revolta e quer agir”,  Folha de S. Paulo, 16/11/1998)

Depoimentos de jovens participantes do encontro:

· Eu não sinto vergonha de ser brasileiro. Eu sinto muito orgulho. Mas eu sinto vergonha por existirem muitas pessoas acomodadas. A realidade está nua e crua. (...) Tem de parar com o comodismo. Não dá para passar e ver uma criança na rua e achar que não é problema seu.
(E.M.O.S., 18 anos, Minas Gerais)

· A maior dica é querer fazer. Se você é acomodado, fica esperando cair no colo, não vai acontecer nada. Existe muita coisa para fazer. Mas primeiro você precisa se interessar. (C.S.Jr., 16 anos, Paraná)

· Ser cidadão não é só conhecer os seus direitos. É participar, ser dinâmico na sua escola, no seu bairro.
(H.A., 19 anos, Amazonas)

(Depoimentos extraídos de “Para quem se revolta e quer agir”,  Folha de S. Paulo, 16/11/1998)

Com base na leitura dos quadrinhos e depoimentos, redija um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre o tema: Cidadania e participação social.
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação. Depois de selecionar, organizar e relacionar os argumentos, fatos e opiniões apresentados em defesa de seu ponto de vista, elabore uma proposta de ação social.
A redação deverá ser apresentada a tinta na cor azul ou preta e desenvolvida na folha grampeada ao Cartão-Resposta. Você poderá utilizar a última página deste Caderno de Questões para rascunho.

REDAÇÃO – ENEM 2000 


“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à saúde, à alimentação, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, crueldade e opressão”.

Artigo 227, Constituição da República Federativa do Brasil.

(...) Esquina da Avenida Desembargador Santos Neves com Rua José Teixeira, na Praia do Canto, área nobre de Vitória. A.J., 13 anos, morador de Cariacica, tenta ganhar algum trocado vendendo balas para os motoristas. (...) “Venho para a rua desde os 12 anos. Não gosto de trabalhar aqui, mas não tem outro jeito. Quero ser mecânico”.

A Gazeta, Vitória (ES), 9 de junho de 2000.

Entender a infância marginal significa entender porque um menino vai para a rua e não à escola. Essa é, em essência, a diferença entre o garoto que está dentro do carro, de vidros fechados, e aquele que se aproxima do carro para vender chiclete ou pedir esmola. E essa é a diferença entre um país desenvolvido e um país de Terceiro Mundo.

Gilberto Dimenstein. O cidadão de papel. São Paulo, Ática, 2000. 19a. edição.

Com base na leitura da charge, do artigo da Constituição, do depoimento de A.J. e do trecho do livro O cidadão de papel, redija um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre o tema:  Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional?
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender o seu ponto de vista, elaborando propostas para a solução do problema discutido em seu texto.

Observações:
Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da modalidade escrita culta da língua.
Espera-se que o seu texto tenha mais do que 15 (quinze) linhas.
A redação deverá ser apresentada a tinta na cor preta e desenvolvida na folha própria.
Você poderá utilizar a última folha deste Caderno de Questões para rascunho.

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REDAÇÃO – ENEM 2001


Conter a destruição das florestas se tornou uma prioridade mundial, e não apenas um problema brasileiro. (...) Restam hoje, em todo o planeta, apenas 22% da cobertura florestal original. A Europa Ocidental perdeu 99,7% de suas florestas primárias; a Ásia, 94%; a África, 92%; a Oceania, 78%;  a América do Norte, 66%; e a América do Sul, 54%. Cerca de 45% das florestas tropicais, que cobriam originalmente 14 milhões de km quadrados (1,4 bilhão de hectares), desapareceram nas últimas décadas. No caso da Amazônia Brasileira, o desmatamento da região, que até 1970 era de apenas 1%, saltou para quase 15% em 1999. Uma área do tamanho da França desmatada em apenas 30 anos. Chega.

Paulo Adário, Coordenador da Campanha da Amazônia do Greenpeace. http://greenpeace.terra.com.br


Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial. (...)
Conta-se que Mahatma Gandhi, ao ser perguntado se, depois da independência, a Índia perseguiria o estilo de vida britânico, teria respondido: "(...) a Grã-Bretanha precisou de metade dos recursos do planeta para alcançar sua prosperidade; quantos planetas não seriam necessários para que um país como a Índia alcançasse o mesmo patamar?"
A sabedoria de Gandhi indicava que os modelos de desenvolvimento precisam mudar. 

O planeta é um problema pessoal - Desenvolvimento sustentável. www.wwf.org.br 

De uma coisa temos certeza: a terra não pertence ao homem branco; o homem branco é que pertence à terra. Disso temos certeza. Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está associado. O que fere a terra, fere também os filhos da terra. O homem não tece a teia da vida; é antes um de seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio.

Trecho de uma das várias versões de carta atribuída ao chefe Seattle, da tribo Suquamish. A carta teria sido endereçada ao presidente norte-americano, Franklin Pierce, em 1854, a propósito de uma oferta de compra do território da tribo feita pelo governo dos Estados Unidos.

PINSKY, Jaime e outros (Org.). História da América através de textos. 3ª ed. São Paulo: Contexto, 1991.

Estou indignado com a frase do presidente dos Estados Unidos, George Bush.  “Somos os maiores poluidores do mundo, mas se for preciso poluiremos mais para evitar uma recessão na economia americana”.

R. K., Ourinhos, SP. (Carta enviada à seção Correio da Revista Galileu. Ano 10, junho de 2001).

Com base na leitura dos quadrinhos e dos textos, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender o seu ponto de vista, elaborando propostas para a solução do problema discutido em seu texto. Suas propostas devem demonstrar respeito aos direitos humanos.

Observações:
  Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da modalidade escrita culta da língua.
•  O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narrativa.
•  O texto deverá ter no mínimo 15 (quinze) linhas escritas.
•  A redação deverá ser apresentada a tinta e desenvolvida na folha própria.
•  O rascunho poderá ser feito na última página deste Caderno.

domingo, 28 de outubro de 2012

Quadras de Fernando Pessoa


Quadras portuguesas de Fernando Pessoa

 “A quadra é o vaso de flores que o povo põe à janela da sua alma.
 Da órbita triste do vaso obscuro, a graça exilada das flores atreve o seu olhar de alegria.
 Quem faz quadras portuguesas comunga a alma do Povo, humildemente de nós todos e errante dentro de si próprio.” 

“Teus olhos tristes, parados
  Coisa nenhuma a fitar...
  Ah, meu amor, meu amor,
  Se eu fora nenhum lugar!”


“Quando a manhã aparece                 “Quando te apertei a mão
  Dizem que nasce alegria.                   Ao modo de assim-assim, 
  Isso era se ela viesse.                        Senti o me coração
  Até de noite era dia.”                        A perguntar-me por mim.”

“Se ontem à tua porta                        “Tens uns brincos sem valia
  Mais triste o vento passou -              E um lenço que não é nada,
  Olha: levava um suspiro ...                Mas quem me dera ser o dia
  bem sabes quem te mandou...”         De quem és a madrugada.”

“Tenho um livrinho onde escrevo       “O coração é pequeno
  Quando me esqueço de ti.                Coitado e trabalha tanto
  É um livro de capa negra                  De dia a ter que chorar
  Onde inda nada escrevi...”                De noite a fazer o pranto...”

“Por muito que pense e pense            “Vai alta a nuvem que passa,
  No que nunca me disseste,                Vai alto o meu pensamento
  Teu silêncio não convence,                Que é escravo da sua graça
  Faltaste quando vieste.”                     Como a nuvem o é do vento.”

“As gaivotas, tantas, tantas,               “Meu coração a bater
  Voam do rio para o mar...                Parece estar-me a lembrar
  Também sem querer encantas           Que, se um dia te esquecer,
  Nem é preciso voar.”                        Será por ele parar.”

“Dias são dias, e noites                       “Tens um anel imitado
  São noites e não dormi...                    Mas vais contente de o ter.
  Os dias a não te ver                           Que importa o falsificado
  As noites pensando em ti.”                 Se é verdadeiro o prazer.”

“Tenho vontade de ver-te                     “Há verdades que se dizem
  Mas não sei onde encontrar.               E outras ninguém dirá,
  Passeias onde não ando,                     Tenho uma coisa a dizer-te
  Andas sem eu te encontrar.”               Mas não sei onde ela está.”

(Fernando Pessoa)